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Como monitorar possíveis crimes contra o mercado financeiro e proteger sua empresa de riscos financeiros, regulatórios, legais e reputacionais

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Índice

  • Cenário de crimes financeiros no Brasil​
  • Tipos de crimes financeiros​
    – Crimes contra o mercado de capitais
    – Crimes contra o sistema financeiro
    – Fraudes no mercado de capitais 
  • Importância da gestão de riscos no mercado financeiro
  • Como proteger sua empresa de riscos financeiros, regulatórios, legais e reputacionais com o Monitora PIP
    – Case de sucesso de uma instituição do setor financeiro
  • Conclusão

O mercado financeiro, em especial o de capitais, está sob vigilância constante dos reguladores, e, ao mesmo tempo, cada vez mais exposto a práticas fraudulentas, uso indevido de participantes e até lavagem de dinheiro

Normas recentes, como a Resolução CVM 50, reforçam que as instituições devem internalizar políticas de prevenção, conhecendo bem seus clientes, avaliando risco e monitorando transações suspeitas com diligência

Porém, na prática, fazer isso não é tão simples. Detectar operações fora do padrão exige cruzar informações de diferentes fontes, identificar desvios de comportamento e manter auditorias constantes. Sem esse aparato, brechas surgem, possibilitando que ações ilegais permaneçam invisíveis até que causem danos reputacionais, legais ou financeiros.

O que você encontrará neste artigo:

  • Como monitorar possíveis crimes contra o mercado financeiro;
  • Indicadores que mais merecem atenção;
  • Tipos de mecanismos de controle interno que são eficazes;
  • Como a tecnologia pode transformar a prevenção em uma vantagem competitiva;
  • Caso de sucesso de uma instituição do setor financeiro que utilizou o Monitora PIP para analisar mais de 2 mil CPFs em 9 meses.

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Cenário de crimes financeiros no Brasil​

Nos últimos anos, o combate a crimes financeiros ganhou força no Brasil. De um lado, o avanço das tecnologias digitais ampliou as possibilidades de movimentações ilícitas, e de outro, a regulação se tornou mais rigorosa, exigindo das instituições controles mais eficientes. 

O resultado é um cenário em que oportunidades para práticas criminosas crescem na mesma medida em que a fiscalização se intensifica.

Para além das fraudes bancárias mais conhecidas, o mercado de capitais passou a figurar com maior destaque nas agendas de investigação. 

Operações atípicas, manipulação de preços e o uso de informação privilegiada vêm chamando a atenção de órgãos como a CVM e a BSM Supervisão de Mercados. Assim, bancos e corretoras buscam reforçar suas políticas de monitoramento e prevenção, a fim de reduzir riscos legais e preservar a confiança dos investidores.

Vale ressaltar que, crimes financeiros não se limitam a golpes pontuais contra pessoas físicas, mas envolvem estruturas complexas e impactos sistêmicos. Mais à frente, vamos mostrar como eles se manifestam e como podem ser prevenidos.

Tipos de crimes financeiros​

Conheça os principais tipos de crimes financeiros e alguns exemplos para ajudá-lo a entender como se configuram, além de suas implicações e seus impactos às instituições do mercado financeiro.

Crimes contra o mercado de capitais

Envolvem infrações mais específicas ao segmento de valores mobiliários, como ações, debêntures e derivativos. Esses crimes são disciplinados pela Lei 6.385/1976.

Veja alguns exemplos:

  • Insider trading: uso de informações relevantes e não públicas para obter vantagem em operações.
  • Manipulação de mercado: criação de falsas impressões de demanda ou oferta com o objetivo de interferir artificialmente no preço dos ativos.
  • Ofertas irregulares ou não registradas: emissão de valores mobiliários sem autorização da CVM. Em um caso recente, as multas aplicadas pela CVM por operações fraudulentas e ofertas irregulares somaram mais de R$ 240,5 milhões em casos que incluem essas práticas.

Crimes contra o sistema financeiro

Definidos pela Lei 7.492/1986, abrangem condutas ilícitas que afetam diretamente o Sistema Financeiro Nacional, envolvendo bancos, corretoras, fundos, seguradoras e afins. 

Confira alguns exemplos:

  • Gestão fraudulenta ou temerária: quando administradores tomam decisões deliberadamente fraudulentas ou assumem riscos graves sem base para eles, afetando a saúde financeira da instituição.
  • Operação irregular ou instituição sem autorização: capturar ou administrar recursos de terceiros sem registro ou autorização legal.
  • Informação falsa ou incompleta: omissões ou divulgação proposital de dados errados sobre a situação financeira ou contábil para investidores e reguladores.

Fraudes no mercado de capitais 

As fraudes no mercado de capitais merecem atenção isolada porque envolvem estratégias diversas, nem sempre tipificadas exclusivamente sob a lei e, com frequência, demandam investigação sofisticada. 

Alguns tipos comuns:

  • Fraudes contábeis e de demonstração financeira como omitir, distorcer e falsificar resultados de balanço ou relatórios anuais;
  • Golpes com promessas falsas de retorno, instituições falsas ou intermediários não autorizados;
  • Apropriação indevida ou desvio de ativos sob custódia de fundos;
  • Uso de estruturas complexas para lavagem de ativos por meio do mercado de capitais.

Importância da gestão de riscos no mercado financeiro

No mercado financeiro, o risco é inerente à atividade: as instituições assumem riscos diariamente ao conceder crédito, operar derivativos, estruturar fundos ou negociar ativos. A diferença está em como esses riscos são identificados, mensurados e mitigados. 

Quando não há uma gestão adequada, os riscos que deveriam ser calculados se transformam em brechas para práticas criminosas.

A regulação tem reforçado esse ponto. Normas que tratam da gestão de riscos e das diretrizes de políticas de investimento, destacam a responsabilidade das instituições em adotar controles internos consistentes, capazes de antecipar desvios e evitar irregularidades. 

Em outras palavras, não se trata apenas de cumprir exigências formais, mas de proteger a reputação da empresa, a confiança dos investidores e a sustentabilidade do negócio.

Uma boa gestão de riscos vai além do compliance regulatório: ela funciona como uma camada de proteção estratégica. 

Detectar comportamentos atípicos, monitorar participantes, auditar transações e acompanhar a aderência a políticas internas são práticas que reduzem a exposição da instituição a multas e danos de imagem.

Em um mercado em que confiança é ativo intangível, o risco não monitorado pode custar mais caro do que qualquer variação de preço nos ativos.

Como proteger sua empresa de riscos financeiros, regulatórios, legais e reputacionais com o Monitora PIP

Falar sobre crimes financeiros no Brasil é reconhecer que, apesar da regulação e da vigilância constantes, os mecanismos tradicionais de controle não dão mais conta sozinhos.

O volume de informações que circula diariamente no mercado é enorme e a velocidade das operações não permite que equipes façam esse acompanhamento apenas de forma manual. É aí que entra o valor de soluções especializadas como o Monitora PIP, desenvolvido pela B3 e pela Neoway.

Na prática, o Monitora PIP permite que instituições financeiras acompanhem se as operações realizadas por seus colaboradores ou pessoas vinculadas estão em conformidade com a política de investimentos interna. Isso significa cruzar dados, detectar desvios e gerar alertas antes que um problema se torne uma infração regulatória.

Mais do que uma exigência de compliance, monitorar operações é uma questão de blindagem estratégica. 

O Monitora PIP protege as empresas contra sanções e autuações, além de preservar a confiança de seus clientes e investidores.

Ilustração da Neoway apresenta os principais benefícios do Monitora PIP.

As vantagens de utilizar uma solução como o Monitora PIP são inúmeras, mas separamos alguns destaques de uso:

  • Possibilita verificar com eficiência o cumprimento das Políticas de Investimentos Pessoais;
  • Reduz o risco de uso de informações privilegiadas, inibindo assim insider trading e front running, evitando riscos legais e riscos reputacionais;
  • Garante mais agilidade em rotinas de compliance relacionadas às operações de pessoas vinculadas;
  • Oferece ampla base de operações, considerando renda fixa, renda variável, empréstimo, day trade, ofertas públicas, entre outros;
  • Auxilia empresas listadas no monitoramento de operações com ativos de própria emissão;
  • Permite a verificação do histórico de operações de colaboradores e pessoas vinculadas.

Case de sucesso de uma instituição do setor financeiro

Ilustração da Neoway apresenta um case de sucesso de uma instituição do setor financeiro ao usar o Monitora PIP, solução desenvolvida pela B3 e Neoway.

Um caso real de uma instituição financeira ajuda a dimensionar o impacto: em apenas nove meses, o uso do Monitora PIP possibilitou a análise de mais de 2 mil CPFs por mês

Nesse período, 36% das operações realizadas no mercado de listados infringiram a política de investimentos da instituição, ou seja, foram feitas em corretoras não autorizadas. 

Em termos práticos, isso representou 27% dos monitorados que operaram nesse mercado

Sem uma ferramenta dedicada, esse desvio poderia ter passado despercebido, expondo a instituição a riscos legais, regulatórios e reputacionais.

Conclusão

O cenário de crimes financeiros no Brasil mostra que não há espaço para improviso. A complexidade das operações, somada ao avanço das fraudes e manipulações, exige das instituições uma postura proativa. Quem ainda depende apenas de controles tradicionais corre o risco de descobrir problemas tarde demais.

O Monitora PIP permite transformar o monitoramento em vantagem competitiva: além de atender às exigências regulatórias, aumentam a capacidade de resposta, reduzem riscos de perdas financeiras e blindam a reputação da instituição.

Em um mercado em que a confiança é a base de tudo, antecipar riscos deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. 

A pergunta que fica é: sua instituição está preparada para enxergar o problema antes que ele se torne manchete?

O monitoramento de políticas de investimentos pessoais nunca foi tão eficiente. Para saber mais detalhes sobre as soluções, fale com um de nossos especialistas e tenha acesso ao escudo regulatório que a sua empresa precisa.

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Por 

Carolina Dias dos Santos

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