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Impactos da regulamentação do mercado de criptoativos no Brasil na gestão de fraude e compliance

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Índice

  • Introdução 
  • O que são criptoativos?
    – Qual a diferença entre criptomoedas e criptoativos?
    – Qual a relação entre criptoativos e blockchain?
  • O que é compliance em criptoativos?
  • O papel do compliance no mercado de criptoativos
    – Desafios e oportunidades
  • Cenário do mercado de criptoativos no Brasil e como as novas regras de criptoativos no Brasil impactam as áreas de fraude e compliance
  • 5 riscos de criptoativos que impactam a gestão de fraude e compliance nas empresas
  • Como manter sua empresa em conformidade com inteligência analítica
  • Conclusão

Nos últimos meses, o Brasil vivenciou um avanço regulatório decisivo no tratamento das atividades envolvendo criptoativos: o Banco Central aprovou novas regras para autorizar e fiscalizar prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAV), impondo a elas exigências mais rígidas de transparência, gestão de risco e prevenção à lavagem de dinheiro. 

As medidas entram em vigor em fevereiro de 2026, com prazo de adaptação até novembro do mesmo ano, e marcam uma guinada na forma como o país enxerga o mercado de criptoativos

Para especialistas de compliance, esse novo arcabouço regulatório representa uma oportunidade estratégica, mas também um desafio operacional. 

As regras obrigam as empresas de cripto a adotarem controles similares aos de instituições financeiras tradicionais.

Essa mudança regulatória também reacende a discussões e reforça o uso de soluções como o Neoway Seeker, que automatiza decisões de risco e prevenção à fraude, e o Monitora PIP, voltado ao acompanhamento contínuo de pessoas vinculadas e potenciais conflitos, são aliados naturais nesse novo cenário. 

No artigo de hoje, exploramos como essas ferramentas se conectam ao avanço regulatório e o que muda, na prática, para as áreas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD).

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Novo marco para o ecossistema de criptoativos no Brasil

O Banco Central acaba de estabelecer um novo marco para o ecossistema de criptoativos no Brasil

Daqui em diante, as prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) só poderão operar mediante autorização da autoridade monetária e passarão a ser fiscalizadas com o mesmo rigor aplicado ao sistema financeiro tradicional. 

A mudança reacende a necessidade de controles mais maduros contra fraude, lavagem de dinheiro e conflitos de interesse. Agendas que, cada vez mais, exigem ferramentas como o Seeker para decisões automatizadas de risco e o Monitora PIP para o acompanhamento contínuo de pessoas vinculadas. 

Mas o que, exatamente, mudou? E como isso se conecta ao dia a dia das áreas de compliance? É o que entenderemos a seguir.

O que são criptoativos?

Criptoativos são representações digitais de valor que circulam em redes descentralizadas, geralmente apoiadas por tecnologias de registro distribuído. Eles não dependem de um intermediário tradicional, como bancos ou corretoras para validar transações, o que altera a lógica de controle e supervisão de riscos. 

Para quem trabalha com compliance, isso significa lidar com ativos que têm liquidez global, velocidade de transferência elevada e, ao mesmo tempo, desafios adicionais de rastreabilidade, governança e identificação de origem dos fundos.

Qual a diferença entre criptomoedas e criptoativos?

Toda criptomoeda é um criptoativo, mas nem todo criptoativo é uma criptomoeda. 

Criptomoedas, a exemplo de Bitcoin e Ether, foram desenhadas para funcionar como meios de troca ou reserva de valor dentro de redes específicas.

Já o conceito de criptoativo é mais amplo: abrange tokens de utilidade, tokens lastreados em ativos tradicionais, stablecoins, NFTs e outras representações digitais programáveis.

Leia mais: Entenda os impactos e a relação entre Tokenização e Compliance no setor financeiro

Do ponto de vista de compliance, essa distinção importa, porque cada categoria carrega riscos diferentes. 

Uma stablecoin pode envolver exposição cambial e contrapartes estrangeiras; um token de utilidade exige avaliação de propósito e enquadramento regulatório.

Em outras palavras, a natureza do token determina o tipo de diligência necessária e, no novo marco regulatório brasileiro, influencia diretamente as obrigações de reporte e monitoramento.

Qual a relação entre criptoativos e blockchain?

A blockchain funciona como o livro digital onde transações são registradas, encadeadas e protegidas por criptografia. É essa estrutura descentralizada que garante integridade e auditabilidade aos criptoativos. 

Mas, embora a tecnologia gere um rastro permanente, ela não resolve automaticamente questões como identificação das partes, análise de comportamento, verificação de origem de recursos ou detecção de padrões suspeitos.

Para as áreas de risco e PLD, blockchain é uma fonte valiosa de evidência, mas que exige ferramentas e métodos capazes de transformar dados fragmentados em informação acionável. 

É nesse ponto que soluções de automação, monitoramento contínuo e análise comportamental começam a fazer diferença na rotina de quem precisa responder por controles internos em ambientes digitais de alta velocidade.

O que é compliance em criptoativos?

Compliance em criptoativos é o conjunto de práticas, controles e processos que garantem que empresas do setor operem em conformidade com normas de prevenção à lavagem de dinheiro, regras de mercado, diretrizes de governança e padrões internacionais, como as recomendações do FATF/GAFI para ativos virtuais. 

Na prática, compliance em criptoativos é a ponte que conecta um ambiente digital, descentralizado e de alta velocidade a exigências regulatórias que cobram rastreabilidade, diligência reforçada e responsabilização pela integridade das operações.

Com a entrada do Banco Central na supervisão do setor, o compliance deixa de ser uma “boa prática” e passa a ser estrutura mandatória de operação, influenciando desde o onboarding de clientes até a forma como transações são monitoradas, registradas e reportadas.

O papel do compliance no mercado de criptoativos

No ecossistema de criptoativos, é o compliance que define políticas de KYC, analisa perfis de risco, identifica transações potencialmente ilícitas e implementa mecanismos para evitar que a empresa seja usada como canal para lavagem de dinheiro. Riscos esses amplamente mapeados em relatórios recentes do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do próprio BC brasileiro.

Em um setor no qual incidentes de fraude, vazamentos de dados ou conflitos de interesse podem comprometer não apenas uma operação, mas toda a reputação da empresa, o compliance torna-se um dos pilares de competitividade.

Desafios e oportunidades

O novo marco regulatório ressalta que o mercado de criptoativos ainda convive com assimetrias de informação, arquiteturas técnicas e fluxos de transação que, apesar de registráveis, são difíceis de interpretar sem ferramentas adequadas. Isso cria desafios relevantes:

  • Identificação de clientes e beneficiários finais, já que carteiras digitais são pseudônimas e exigem métodos mais robustos de verificação.
  • Rastreabilidade transacional, especialmente em stablecoins ou tokens usados para arbitragem internacional.
  • Monitoramento comportamental, que precisa lidar com padrões novos e dinâmicas cross-chain.
  • Exposição a contrapartes estrangeiras, muitas vezes fora do alcance de mecanismos tradicionais de cooperação regulatória.

Mas o avanço regulatório também abre espaço para oportunidades: empresas que estruturarem seus controles ganharão vantagem competitiva diante das exigências de padrões elevados de PLD, governança e gestão de riscos. Esse é o momento em que soluções de decisão automatizada, análise de comportamento e monitoramento contínuo entram no jogo.

Cenário do mercado de criptoativos no Brasil e como as novas regras de criptoativos no Brasil impactam as áreas de fraude e compliance

O mercado de criptoativos no Brasil está entrando em uma nova fase, impulsionada pelas recentes resoluções do Banco Central, que entram em vigor em fevereiro de 2026. Essas normas criam formalmente as SPSAVs (Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais), exigem autorização específica do BC para operar e impõem requisitos de capital mínimo, segregação patrimonial, auditoria independente e governança rigorosa.

Além disso, o BC classifica certas transações com criptoativos, como stablecoins ou transferências internacionais, como operações de câmbio, sujeitando-as a obrigações de reporte e prestação de informações. 

Para compliance, isso significa que o mercado de cripto, que até agora operava com relativa informalidade, precisará aderir a normas comparáveis às de instituições financeiras tradicionais, fortalecendo controles contra fraude, lavagem de dinheiro e outros riscos operacionais.

Esse novo arcabouço regulatório também tende a selecionar os players mais estruturados e maduros: para quem já investe em compliance, por exemplo, usando ferramentas como o Neoway Seeker para decisão automatizada de risco ou o Monitora PIP para rastreamento contínuo de pessoas vinculadas, há uma janela de oportunidade para se posicionar como instituição confiável, resiliente e compatível com os novos padrões exigidos pelo BC.

5 riscos de criptoativos que impactam a gestão de fraude e compliance nas empresas

Mesmo com o avanço regulatório, o mercado cripto possui um conjunto específico de riscos que pressionam as áreas de fraude, PLD e controles internos. 

  1. Pseudonimato das carteiras: ainda dificulta a identificação de clientes e beneficiários finais, exigindo validações adicionais e métodos não tradicionais.
  2. Velocidade das transações: movimentações em segundos reduzem a janela para bloqueio, contestação ou análise manual.
  3. Complexidade das arquiteturas: swaps, pontes entre blockchains e smart contracts criam fluxos pouco intuitivos e mais difíceis de rastrear.
  4. Exposição a contrapartes internacionais: muitas vezes fora do alcance regulatório ou com padrões de supervisão complexos.
  5. Riscos de concentração e custódia: ataques, falhas operacionais e problemas de governança em exchanges podem gerar risco sistêmico para quem depende desses intermediários.

Como manter sua empresa em conformidade com inteligência analítica

Com a entrada das novas regras para PSAVs, o desafio passa a ser operacionalizar compliance em um ambiente digital de alta complexidade. E é aqui que a inteligência analítica começa a transformar a rotina das áreas de risco, fraude e PLD.

Ferramentas como o Seeker, motor de decisão contra fraudes e compliance que automatiza análises e decisões com base em dados distribuídos, ajudam a interpretar fluxos que antes exigiam horas de investigação manual, especialmente em transações descentralizadas e padrões que fogem ao histórico tradicional do sistema financeiro.

Já o Monitora PIP reforça o pilar de integridade ao trazer visibilidade contínua sobre vínculos, comportamentos e possíveis conflitos que podem afetar a governança corporativa.

Para saber mais detalhes sobre as soluções, fale com um de nossos especialistas e tenha acesso ao escudo regulatório que a sua empresa precisa.

Conclusão

A profissionalização do mercado de criptoativos no Brasil inaugura uma nova fase no setor financeiro e regulatório.

Entender o que são criptoativos, seus riscos e o impacto das novas regras do Banco Central é essencial para qualquer empresa que precise mitigar exposição à fraude, lavagem de dinheiro ou assimetria de informações. 

Nesse cenário, soluções de inteligência analítica ajudam a transformar dados em decisão, trazem rastreabilidade e fortalecem a governança em um setor que se move rápido demais para depender apenas de processos manuais. É essa combinação entre regulação, tecnologia e análise contínua que deve orientar a próxima década de compliance em criptoativos no Brasil.

Para finalizar, confira o nosso case de sucesso com a Magalu e saiba como a empresa está usando inteligência artificial, dados e governança para acelerar o compliance:

Por 

Carolina Dias dos Santos

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