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Como unir Compliance e IA com apoio da inteligência analítica

SCROLL DOWN

Índice

  • A conexão entre compliance e inteligência artificial
  • Os benefícios da IA no compliance
  • Inteligência analítica: combustível para transformação
  • Compliance e IA na prática: por onde começar?
  • Soluções de compliance aceleradas por IA

Se reunirmos lideranças de compliance e governança para discutir tendências, desafios e o papel da inteligência artificial na inovação do setor, logo percebemos que ainda existe um amplo espaço para crescimento dessa parceria entre compliance e IA.

Recentemente, em um encontro promovido pela Neoway, uma marca da B3, perguntamos para as lideranças de compliance, risco e prevenção a fraudes como a IA é utilizada em suas rotinas. O resultado mostrou um cenário em transição:

  • metade dos executivos relatou usar a tecnologia apenas de forma pontual ou experimental;
  • 28,8% afirmaram aplicá-la em tarefas do dia a dia;
  • 15% disseram não contar com a IA em nenhum processo;
  • 6,3% já estruturaram de fato a aplicação da inteligência artificial em seus programas de compliance.

Dentre os desafios apontados por quem atua no setor de compliance, destaca-se a necessidade de crescer e inovar em um cenário cada vez mais regulado e sujeito a riscos de fraude, corrupção e descumprimento de normas. É nesse ponto que a combinação entre programas de integridade e ferramentas de inteligência artificial tem se mostrado promissora. 

No artigo de hoje, vamos mostrar como unir compliance e IA com o apoio de inteligência analítica, além de como implementá-los na prática. Confira!

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A conexão entre compliance e inteligência artificial

Um levantamento recente reforça a percepção de que a IA será crucial para os times de gestão de riscos e compliance: 84% dos executivos acreditam que a IA pode ampliar a eficiência no cumprimento de normas e na mitigação de riscos. Em outras palavras, a maioria dos líderes empresariais já enxerga a tecnologia não apenas como uma aliada, mas como essencial para atingir metas estratégicas.

A pergunta que fica é: como garantir que essa aplicação seja feita de forma responsável e com impacto real no dia a dia das equipes de compliance?

O compliance nasceu para assegurar que empresas sigam normas legais e regulatórias, além de padrões éticos. Tradicionalmente, isso significava criar políticas internas, treinar colaboradores e monitorar processos

No entanto, com a complexidade das cadeias de valor globais e o volume crescente de dados, métodos manuais se tornaram insuficientes. É justamente aqui que a inteligência artificial entra em cena. 

Ao processar informações em grande escala, automatizar tarefas manuais, identificar padrões ocultos e antecipar riscos, a IA amplia a capacidade das áreas de compliance de agir não apenas de forma reativa, mas também preditiva e estratégica

Ao mesmo tempo, com ajuda da inteligência de dados, as companhias conseguem se manter atualizadas e em conformidade com as novas regulamentações e regras.

Benefícios da união entre compliance e IA

Quais são, afinal, os principais ganhos para as empresas que unem compliance e IA em seus processos?

  • Automatização de tarefas repetitivas: análise de contratos, monitoramento de transações financeiras e triagem de fornecedores podem ser feitos em frações de tempo antes necessárias a um time inteiro.
  • Detecção de anomalias: algoritmos conseguem identificar transações suspeitas, padrões incomuns em relatórios ou tentativas de mascarar informações.
  • Eficiência regulatória: com a inteligência artificial, relatórios exigidos por reguladores podem ser gerados mais rapidamente e com menor margem de erro.
  • Antecipação de riscos: soluções analíticas permitem simular cenários e identificar pontos de vulnerabilidade antes que um problema se materialize.

Esses benefícios são confirmados por relatórios recentes, como o levantamento da consultoria internacional McKinsey, que destaca o papel da IA na gestão de riscos em bancos e instituições financeiras, por exemplo. 

Mas, não basta contratar ferramentas de IA para transformar o compliance. Há uma questão importante de cultura que precisa ser endereçada.

Fica cada dia mais claro que implementar a inteligência artificial no compliance exige mais do que tecnologia de ponta. É necessário criar uma cultura organizacional que valorize a ética, a transparência e a tomada de decisão baseada em dados, o chamado data-driven compliance.

Isso significa capacitar colaboradores, garantir que os algoritmos utilizados sejam auditáveis e livres de viés, além de integrar os sistemas de IA ao arcabouço regulatório vigente. Afinal, de que adianta ter dados e modelos sofisticados se as decisões finais não forem pautadas por critérios éticos e pelo alinhamento com a legislação?

Inteligência analítica: combustível para a transformação

Quando falamos em inteligência analítica, estamos nos referindo à capacidade de extrair insights estratégicos a partir de dados complexos. Para as áreas de compliance, isso significa transformar informações fragmentadas – relatórios financeiros, histórico de fornecedores, dados de clientes e transações – em um verdadeiro sistema integrado de prevenção e controle.

Imagine, por exemplo, uma empresa que precisa monitorar milhares de fornecedores em diferentes países. Como avaliar riscos de corrupção, lavagem de dinheiro ou vínculos com pessoas politicamente expostas de forma ágil

Com soluções que combinam dados confiáveis, machine learning e IA é possível cruzar dados de bases públicas e dados únicos, registros de sanções internacionais e históricos de transações, gerando alertas automáticos sempre que um risco for identificado.

Essa abordagem muda completamente a forma como o compliance opera. Em vez de atuar apenas depois que um problema ocorre, o time passa a agir proativamente, evitando danos financeiros e reputacionais, tornando o compliance um diferencial estratégico e competitivo.

Compliance e IA na prática: por onde começar?

Para muitas empresas, o desafio de integrar compliance e IA começa com a identificação das áreas em que a tecnologia pode gerar impacto real. 

Normalmente, os processos mais manuais e demorados — como a análise de contratos, a validação de fornecedores e o monitoramento de transações financeiras — tornam-se os candidatos naturais à automação. 

É fundamental avaliar a qualidade dos dados disponíveis e a capacidade da organização de integrá-los em sistemas que alimentem algoritmos de forma confiável.

Outro aspecto crucial é a preparação das equipes. Não basta adquirir soluções tecnológicas; é preciso garantir que os profissionais de compliance estejam aptos a interpretar os resultados e validar as recomendações feitas pela inteligência artificial. 

Com essa combinação de tecnologia e expertise humana, a automação traz valor sem comprometer a análise crítica necessária para decisões estratégicas

Uma boa prática para dar os primeiros passos é adotar projetos-piloto em áreas mais sensíveis ou críticas, como a due diligence de fornecedores ou o monitoramento de stakeholders mais sensíveis da companhia, por exemplo. 

Esses projetos funcionam como laboratórios de aprendizado, permitindo que a empresa ajuste modelos, refine fluxos de trabalho e aumente a confiança no uso das soluções tecnológicas. 

À medida que os resultados aparecem, a organização pode ampliar gradualmente o uso da tecnologia para outros processos, criando um ciclo de amadurecimento e evolução contínua.

Assim, ter um parceiro capaz de entender a jornada do seu compliance é essencial. Quanto mais estruturada for a adoção da inteligência artificial e da inteligência de dados no compliance, mais preparada estará a empresa para responder às exigências regulatórias, reduzir riscos e fortalecer sua reputação no mercado.

Soluções de compliance aceleradas por IA

À medida que a inteligência artificial evolui, cresce também a expectativa sobre seu papel no compliance corporativo. 

Um erro comum é imaginar que as IAs se resumem ao ChatGPT. Essa visão limitada nasceu da popularidade da ferramenta, que gerou uma onda de curiosidade — muitas vezes mais focada na solução do que nos problemas que a tecnologia pode resolver de forma estratégica.

Confira algumas soluções de compliance potencializadas pela IA:

Indicador de Mídias Adversas

Um exemplo claro de como a Neoway trabalha com IA e LLMs (modelos de linguagem de grande escala) é o Indicador de Mídias Adversas, que usa uma versão aprimorada internamente por nossos cientistas de dados de um modelo de linguagem de larga escala. 

A solução identifica relações entre palavras, além de ser capaz de detectar, por exemplo, se um CPF ou CNPJ aparece associado a termos negativos em mídias diversas.

Imagine a seguinte manchete de jornal: “Coaf aciona Banco X e Banco Y por conta de tarifas.” Nesse caso, o modelo entende que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) é o “agente”, enquanto os bancos X e Y são os “alvos”, e que as tarifas são o “motivo” da ação. 

A solução não apenas identifica as palavras-chave, mas também compreende suas relações semânticas, algo essencial para análises de risco mais robustas. Mas, tal análise não se limita ao conteúdo das manchetes: a ferramenta analisa o conteúdo das notícias, capturando nuances e ampliando o escopo da pesquisa.

Neoway Seeker

Outro uso da IA generativa permite otimizar a auditoria de documentos e diligências

O motor de decisão para compliance e fraude da Neoway, o Seeker, faz uso da tecnologia para apresentar um resumo inteligente dos documentos e evidências para que as decisões sejam mais certeiras.

Para saber como a solução funciona na prática, confira nosso case de sucesso com a RD Saúde (líder no mercado brasileiro de farmácias) e entenda a importância da automação de decisão no processo de gestão de fornecedores:

No setor varejista, veja como a Magalu usa inteligência analítica para acelerar o compliance.

Conclusão

A relação entre compliance e IA vai muito além de uma simples tendência tecnológica: trata-se de uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com riscos e asseguram a conformidade. 

Ao implementar compliance e inteligência artificial com apoio da inteligência analítica, as organizações conquistam não apenas eficiência operacional, mas também maior capacidade de prever riscos e tomar decisões mais seguras.

Mas o desafio permanece: usar a IA com cautela, governança e responsabilidade exige um parceiro capaz de integrar suas soluções às demandas do seu negócio. Afinal, a tecnologia sozinha não garante os resultados necessários em um mercado cada dia mais disputado. É a combinação de cultura ética, dados de qualidade e inteligência analítica que transforma o compliance em uma verdadeira vantagem competitiva.

Fale com um de nossos especialistas e saiba como revolucionar sua área de compliance com dados confiáveis e inteligência analítica.

Por 

Tiago Alcantara

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