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Como estruturar um plano de gerenciamento de riscos de compliance

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Veja quais são os riscos de compliance, a importância da mitigação de ameaças, como elaborar um plano de gerenciamento de riscos e mais.

O plano de gerenciamento de riscos ajuda as organizações a terem em mãos as metodologias, tecnologias e abordagens certas para lidar com as incertezas que as cercam nas mais diversas áreas. Isso facilita a mitigação e o controle de possíveis impactos, que vão desde perdas financeiras, danos reputacionais e até mesmo implicações jurídicas.

Neste post, veja quais são os riscos de compliance, a importância da mitigação de riscos, como elaborar um plano de gerenciamento de riscos e como a tecnologia pode ajudar. 

Quais são os riscos de compliance

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Riscos são incertezas que, caso se concretizem, podem impactar negativamente a empresa e interferir no atingimento das metas traçadas. 

Para prevenir-se, o setor de compliance deve contar com um plano de gerenciamento de riscos que ajude na identificação e tratamento dessas ameaças.

Os principais riscos de compliance são:

Financeiro

São os riscos relacionados às decisões sobre investimentos da organização, a conformidade com as regras de contabilidade e legislação vigente, além de procedimentos para prevenção à lavagem de dinheiro e outras fraudes.

Trabalhista

São os riscos relacionados ao ambiente e à legislação do trabalho, como conformidade com a CLT, respeito à carga horário e limites de hora extra, assédio moral e sexual, segurança do trabalho, entre outros.

Regulatório

São as incertezas que envolvem possíveis penalidades (multas, sanções, impossibilidade de operar, etc.) por parte dos órgãos regulatórios do setor em que a empresa atua. 

Alguns exemplos são o Banco Central, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de Energia Elétrica (Aneel), de Telecomunicações (Anatel), de Aviação Civil (Anac), entre outros.

Responsabilidade Social

Envolve os riscos referentes à relação da empresa com a comunidade, como descarte incorreto de resíduos, poluição e fontes de água, geração de oportunidades, investimento na economia local etc.

Reputação

Abrangem as ameaças para a imagem da empresa junto ao público e ao mercado. Estão presentes na resolução de reclamações, no lançamento de novas soluções, no uso da logomarca, entre outros.

Tributário

Refere-se ao planejamento tributário da organização, o cumprimento das regras do fisco, o pagamento de tributos, etc.

Anticorrupção

Abrange os procedimentos relativos ao combate à corrupção, como o respeito à Lei nº 12.846/2013 – chamada de Lei Anticorrupção -, a identificação de operações fraudulentas e, sobretudo, o controle da interação com agentes públicos e o combate a fraudes em licitações.

Privacidade de dados e segurança da informação

Consiste nos riscos relativos à conformidade com as legislações para proteção de dados e o tratamento de informações de pessoas e empresas. O maior exemplo é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Importância de mitigar riscos

Importancia De Mitigar Riscos 1024x1024

A mitigação de riscos está ligada às estratégias postas em prática para identificar possíveis ameaças à organização e minimizar seus efeitos. Ou seja, é um processo de prevenção.

Em um cenário ideal, uma empresa estaria preparada para lidar com todos os riscos e ameaças que surgissem, até mesmo evitando que eles aconteçam. 

No entanto, a realidade é diferente. Um plano de mitigação de riscos atua na contenção das consequências de uma ameaça que não pode ser totalmente evitada.

Assim, essa estratégia consegue preparar a empresa para o pior cenário, reconhecendo que algum dano de fato ocorrerá, mas já tendo em mãos um plano de ação para contingenciamento e para reduzir ao máximo seus efeitos negativos.

Outros benefícios da mitigação de riscos que merecem ser citados são:

  • Alcançar objetivos com mais facilidade;
  • Aprimorar a identificação de ameaças e oportunidades;
  • Contribuir para uma melhor governança corporativa;
  • Manter controles mais eficazes;
  • Melhorar a aprendizagem organizacional;
  • Ter uma gestão mais proativa.

Leia mais: Como implantar um programa de compliance em 7 passos

Como elaborar um plano de gerenciamento de riscos

Como Elaborar Um Plano De Gerenciamento De Riscos 1024x1024

O plano de gerenciamento de riscos busca conferir à empresa uma atitude mais proativa em relação às ameaças que a circundam, permitindo o tratamento e a mitigação dos seus impactos.

A função desse plano é determinar quais serão as medidas de execução, monitoramento e controle adotadas para lidar com as ameaças e oportunidades que surgirem. O objetivo é garantir que as ações de gerenciamento sejam proporcionais à importância de cada risco para a organização. 

Assim, evita-se, por exemplo, destinar muito recursos (humanos, financeiros e tempo) para tratar ameaças que não têm tanto relevância para o negócio.

As etapas para elaborar um plano de gerenciamento de riscos são:

Mapeie os riscos de compliance

O primeiro passo para a estruturação do plano de gerenciamento de riscos se refere ao mapeamento de riscos de compliance aos quais a empresa está exposta e sua categorização.

Como vimos, existem diferentes categorias de risco, sendo as principais:

  • Riscos financeiros;
  • Riscos trabalhistas;
  • Riscos regulatórios;
  • Riscos de responsabilidade social;
  • Riscos reputacionais;
  • Riscos tributários;
  • Riscos de corrupção;
  • Riscos de segurança de dados.

Ainda é possível citar outros exemplos de riscos que devem ser mapeados, como riscos ambientais, comerciais, de segurança no trabalho, de governança, entre outros.

Nesta etapa, a empresa deve definir quais dessas ameaças estão relacionadas ao seu negócio e, se for o caso, a um projeto específico.

Veja como aplicar políticas de compliance para pequenas e médias empresas neste webinar:

Defina o apetite ao risco da empresa

O apetite de risco se refere às ameaças as quais a empresa está disposta a tolerar e o quanto será preciso gerenciar. Para analisar esse fator, é preciso considerar:

  • Perfil de risco: quais são os principais riscos para a empresa e os controles de mitigação disponíveis.
  • Capacidade de risco: quanto de risco a empresa pode tolerar.

Elabore a matriz de impacto e probabilidade

A matriz de impacto e probabilidade é uma ferramenta essencial para a organização do plano de gerenciamento de riscos. É um gráfico em que seus eixos são representados por:

  • Impacto: O grau dessa repercussão para a empresa vai variar de acordo com o que está sendo analisado e do setor em que ela atua. Para uma empresa X, a aprovação de uma nova lei ambiental por representar um alto impacto, já para outras organizações, essa mesma legislação pode ter impacto insignificante.
  • Probabilidade: riscos não são eventos certos; eles podem ocorrer. Sendo assim, é impossível dizer que um risco tem 100% de possibilidade de ocorrência, uma vez que estamos lidando com incertezas. Da mesma forma, não podemos atribuir 0% de chances, pois esse evento, sem probabilidade de acontecer, não configura um risco.

Ao trazer a relação entre impacto e probabilidade para o campo visual, a matriz auxilia as empresas na priorização dos riscos e na identificação daqueles que devem ser tratados com mais urgência.

Imagem Matriz Impacto X Probabilidade 1024x1024

Adote tecnologias e metodologias de apoio

O plano de gerenciamento de riscos deve definir as ferramentas, as fontes de dados e as metodologias de abordagem que serão utilizadas na identificação e gestão das ameaças.

Existem várias metodologias disponíveis para auxiliar nesse processo. Destacamos:

  • PMBOK (Project Management Body of Knowledge): estabelece diretrizes para todos os estágios que compõem o desenvolvimento de um projeto: início, planejamento, execução, monitoramento e controle e encerramento.
  • PFMEA (Process Failure Mode and Effective Analysis): foca o descobrimento de falhas em potencial, sua classificação e eventuais ajustes necessários ao desenvolvimento do projeto. Nessa análise de riscos, são consideradas três variáveis principais de severidade, que são o impacto do risco, a frequência com que o erro pode acontecer e a rapidez ou facilidade com que o problema é percebido.

Monitore os riscos continuamente

Uma vez identificadas as incertezas, o plano de gerenciamento de riscos irá servir para acompanhá-las e monitorá-las continuamente, por meio da documentação das estratégias adotadas e da eficácia de cada uma.

É importante ter em mente que os riscos que incidem sobre a organização não são imutáveis.

Aqueles que foram identificados no início do ano podem mudar alguns meses mais tarde – para melhor ou pior -, tornando algumas ameaças mais e outras menos prováveis. 

Além disso, qualquer mudança afeta também a previsão do impacto de cada risco. Por esse motivo, é altamente recomendável monitorá-los ao longo de todo seu ciclo de vida. Esse monitoramento de riscos é fundamental para o aprimoramento das estratégias e para trazer lições importantes para o futuro.

Leia mais: Gestão de Risco: Importância e como o Compliance auxilia

Como dados e a tecnologia apoiam este processo

Contar com dados concretos e informações seguras sobre a operação da empresa e o mercado em que ela está inserida é essencial para permitir uma visão mais clara sobre as ameaças e oportunidades em cada setor.

Dados de fontes externas como de órgãos reguladores, Receita Federal, Juntas Comerciais, Tribunais e Fóruns, Banco Central, IBAMA, CNEP, Portais de Transparência dos Governos, listas de restrições nacionais e internacionais e até de registros de mídia negativa devem ser acompanhados.

Para utilizar essas informações, no entanto, é preciso contar com uma estrutura que permita agrupar as fontes e realizar pesquisas contínuas com o maior grau de atualização possível para dar vazão ao volume de informações a serem analisadas.

Por meio de soluções inteligentes, é possível analisar um grande volume de dados em pouco tempo, além de extrair conhecimento e insights importantes para a detecção e correção de possíveis ameaças.

O uso da tecnologia permite que as empresas incorporem procedimentos mais robustos e tenham uma visão preditiva e mais abrangente para o gerenciamento de riscos. Tecnologias como Big Data Analytics e Machine Learning podem ser aplicadas para dar mais precisão e agilidade às análises de risco. 

Essas ferramentas permitem às empresas automatizar processos e ganhar inteligência, tornando as análises mais rápidas e, assim, aumentando as chances de identificar previamente e prevenir irregularidades.

Saiba mais neste podcast que debate como a tecnologia ajuda o Compliance a reduzir riscos e perdas nas empresas;

Conclusão

Contar com um plano de gerenciamento de riscos de compliance é uma medida imprescindível para evitar perdas e prejuízos, sejam eles financeiros, reputacionais ou quaisquer outros.

A definição de um planejamento para identificar e lidar com ameaças e para mitigar seus efeitos é importante para que a empresa tenha visão mais global da probabilidade e dos possíveis impactos desses riscos nas suas operações.

Tudo isso proporciona uma operação mais eficiente, a redução de despesas, a melhoria de produtos e serviços e também promove o desenvolvimento sustentável da organização de modo a trazer mais credibilidade junto ao mercado.

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