Inteligência Jurídica: Entenda o que é e sua importância

SCROLL DOWN

A Neoway é a maior empresa da América Latina de Big Data Analytics e Inteligência Artificial para negócios. Fundada em 2002, em Florianópolis, lançou a sua plataforma SaaS em 2012, e, hoje, está presente em todo o Brasil.

Compartilhe este conteúdo:

Busque o assunto desejado

A transformação digital e a introdução de processos inovadores é um movimento que já ganhou força em diferentes áreas, inclusive em setores mais tradicionais e resistentes a mudanças, como o Direito. 

Se, por um lado, o formalismo da carreira se mantém dentro dos tribunais, por outro, acompanhamos uma verdadeira revolução no mercado, de departamentos jurídicos de empresas a escritórios de advocacia, que já atuam com a Inteligência Jurídica.

Tecnologias disruptivas centradas no Big Data Analytics e na Inteligência Artificial estão dando mais agilidade ao trabalho. Os profissionais podem, agora, reduzir o tempo aplicado a pesquisas e a funções repetitivas, para se dedicar mais intensamente à estratégia do negócio e ao exercício intelectual típico da profissão.

Neste post, veja o que é inteligência jurídica, sua importância para o setor, como ela pode ser aplicada, como a tecnologia ajuda a superar desafios e como a Neoway pode ajudar a sua empresa.

O que é inteligência jurídica?

Inteligência jurídica se refere ao conjunto de práticas e ferramentas que permitem a coleta e análise de dados em tempo real para orientar a tomada de decisão e a definição de estratégias jurídicas. Com isso, o Direito se transforma em um pilar estratégico dentro das empresas.

Na prática, a inteligência jurídica representa um importante passo rumo a uma cultura de prevenção nos departamentos jurídicos e também nos escritórios de advocacia, que podem deixar um pouco de lado a atuação focada apenas em contenção.

Devemos ter em mente que todo o processo é ajuizado por um motivo. Quando são contra uma empresa, em muitos casos, eles ocorrem em função de falhas ou inconformidades na operação.

Aliada à jurimetria, a inteligência jurídica consegue mapear esses gargalos e analisá-los juntamente com os motivos que levaram ao ajuizamento de ações contra a empresa. 

Com isso, é possível sugerir a adoção de melhorias nos procedimentos e de medidas para a mitigação de riscos e prevenção de novas demandas – que podem se acumular e prejudicar a empresa.

Nesse sentido, podemos afirmar que a inteligência jurídica é uma importante aliada do compliance porque ajuda a evitar novos problemas de rotina e processos judiciais que podem trazer danos reputacionais e financeiros para a organização.

A inteligência jurídica se baseia em uma série de ferramentas tecnológicas que fornecem ao profissional do Direito todos os dados necessários para fazer essas avaliações.

Saiba mais sobre o tema neste episódio do podcast Bites & Business: Direito 4.0: inovações que geram negócios. Ouça aqui:

Inteligência jurídica nos escritórios de advocacia

Atualmente, muitos escritórios de advocacia atuam com a realização de auditorias e processos de Due Diligence, em muitos casos contratando uma empresa terceirizada para prestar esses serviços.

No entanto, esses processos acabam sendo feitos de maneira pontual, apenas em determinados casos e não são totalmente integrados às operações do escritório. A inteligência jurídica, por outro lado, permite que este trabalho seja feito de forma contínua e internamente. 

Desta forma, o próprio escritório pode adotar as ferramentas e tecnologias necessárias para a coleta e análise de dados que vão agregar inteligência, agilidade e precisão às suas rotinas.

Inteligência jurídica nos departamentos jurídicos

De forma geral, os departamentos jurídicos de empresas ainda atuam de forma contenciosa. 

Isto quer dizer que sua estrutura é voltada para o gerenciamento de processos judiciais que foram ajuizados, sem que haja, ativamente, uma busca por entender as circunstâncias que levaram a esses processos e como elas podem ser evitadas.

O problema dessa abordagem é que essas demandas possuem um custo muito alto para as empresas, que têm que dedicar setores inteiros com profissionais disponíveis em tempo integral apenas para lidar com esses processos. 

Somadas a isso estão as despesas relativas a honorários, burocracias, pagamentos de indenizações, entre outras.

A inteligência jurídica, vale lembrar, possui uma atuação preventiva, voltada para o diagnóstico de problemas com o objetivo de atenuar suas consequências e evitar que voltem a acontecer.

Assim, mais do que tornar o departamento jurídico mais ágil e preciso, essa metodologia permite às empresas reduzirem custos e aos profissionais do Direito focarem no que realmente importa.

Leia mais: Jurimetria: conceito, pilares e 5 vantagens para o direito

3 vantagens da inteligência jurídica para o setor

Infográfico: 3 vantagens da inteligência jurídica para o setor

Podemos destacar a importância da inteligência jurídica em três pontos:

1- Mais agilidade e produtividade

Sobretudo em grandes empresas, que têm que lidar com demandas muito complexas, exige-se uma grande agilidade do departamento jurídico, e a inteligência jurídica é a saída adotada para trazer mais eficiência para essas operações.

Ao adotar essas tecnologias, a empresa consegue evitar a perda de prazos, potencializar a produtividade e conduzir análises com mais celeridade. Muitas ferramentas, aliás, permitem automatizar atividades que, se fossem feitas manualmente, levariam muito mais tempo.

Assim, é possível liberar os profissionais do setor para que foquem em demandas que agreguem mais valor à empresa e seus clientes.

A inteligência jurídica é fundamental para identificar gargalos e processos que podem atrapalhar as operações da empresa e afetar o rendimento da equipe. Com esses problemas controlados, a produtividade aumenta e, com isso, vêm melhores resultados.

2- Redução de custos

Se a inteligência jurídica é capaz de detectar problemas, eliminar gargalos e evitar que novas inconformidades surjam, é natural esperar uma redução de custos. 

Essa abordagem permite eliminar atividades onerosas e que não geram valor, contribuindo para uma maior eficiência orçamentária.

Além disso, o uso de ferramentas tecnológicas ajuda na redução da burocracia de falhas humanas, evita a necessidade de retrabalho, diminui a rotatividade de talentos e até mesmo os gastos com materiais do dia a dia. 

Tudo isso faz com que o investimento em inteligência jurídica apresente um ROI extremamente favorável.

3- Diferencial competitivo

A indústria 4.0 é uma realidade que impacta todos os setores. Especificamente no Direito, já se fala na Advocacia 5.0, que se baseia justamente no uso de tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial e Machine Learning, além de outras soluções como Internet das Coisas (IoT) e Blockchain.

Nesse contexto, a adoção da inteligência jurídica – seja no departamento jurídico ou nos escritórios de advocacia – torna-se uma decisão estratégica essencial que ajuda as empresas a manterem-se à frente da concorrência. Afinal, vale ressaltar, este é um setor ainda muito resistente a mudanças e inovações, por isso, os pioneiros na adoção de novas tecnologias e metodologias tendem a se destacar.

Ao prezar pela coleta e análise de dados em tempo real, a inteligência jurídica possibilita tomar decisões – jurídicas e estratégicas – de forma muito mais ágil e precisa, o que se reflete em um melhor serviço prestado e, como consequência, torna-se um importante diferencial competitivo para a empresa, sobretudo para escritórios de advocacia.

Leia mais: Big Data Analytics na área jurídica: Por que implementar?

Saiba como tecnologia resolve 3 grandes desafios da área jurídica

Infográfico: Como tecnologia resolve 3 grandes desafios da área jurídica

Análise detalhada das decisões judiciais

O Brasil é um dos países com a maior quantidade de processos do mundo: de acordo com o último relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ano de 2020 terminou com 75,4 milhões de processos em andamento, uma queda de 2 milhões em relação ao ano anterior.

Cinco setores da economia concentram a maior parte dessa massa processual: bancos, telecomunicações, e-commerce, energia e aviação – além das execuções fiscais, principal causa da morosidade do Judiciário – e que também apresentaram queda, a maior desde 2009.

O chamado “contencioso de massa” é conhecido no Brasil pelo seu caráter repetitivo e é aí que a Inteligência Jurídica, mais especificamente a Inteligência Artificial, se transforma em uma importante aliada.

Para que as empresas com milhares e milhares de processos se organizem e sejam mais eficientes, o Deep Learning – camada mais profunda da IA -, entra como uma quebra de paradigma.

Isso porque o aprendizado de máquina nesse estágio é capaz de extrair informações completas dos documentos do processo – da petição inicial à decisão judicial -, indo muito além da jurimetria convencional, que se limita à análise da “capa” do processo (dados genéricos).

Na prática, isso significa que, em poucos minutos, o advogado de uma empresa pode acessar sua carteira de processos judiciais em detalhes, identificar as causas predominantes de ações movidas contra a companhia e também contra os seus concorrentes.

É possível checar ainda a concentração de processos em determinadas regiões, verificar os argumentos expostos, a probabilidade de uma das partes perder ou ganhar a causa, conferir valores e tempo estimados para a decisão, entender se um produto de seu portfólio gera uma quantidade anormal de processos, entre várias outras possibilidades.

Verificação de reservas de contingenciamento

As empresas que gerenciam um grande volume de processos têm um desafio frequente: conhecer o valor real do seu passivo jurídico – e, em especial, o do futuro. Não é raro que ações já concluídas ou com indenizações menores do que o imaginado inicialmente constem como passivos nos balanços financeiros desses negócios.

A revisão correta e eficiente dessa gigantesca massa processual permite às companhias reduzir suas reservas para gastos com possíveis derrotas na Justiça. Como resultado, há retorno de dinheiro para o caixa.

Embora para uma empresa com poucos processos possa parecer impossível não conhecer os valores e o status das ações movidas contra ela, essa é uma realidade muito diferente dos departamentos jurídicos que lidam com milhares de casos.

As principais razões que explicam a dificuldade para fazer o acompanhamento são a defasagem no site dos tribunais, falta de informatização de algumas comarcas, entre outros.

Além disso, grande parte das empresas possuem reservas de contingência. Ou seja, elas destinam recursos ou parcelas do lucro líquido para compensar perdas futuras consideradas prováveis e cujo valor possa ser estimado.

Entretanto, o Brasil é um país marcado por insegurança jurídica, o que significa que um mesmo caso pode ser julgado de forma e com valores diferentes a depender do juiz.

Ou seja, fazer estimativas torna-se tarefa difícil, especialmente para as companhias com milhares de processos e que não têm a quantidade necessária de pessoas para fazer esse cálculo.

Para os negócios que enfrentam tal realidade, as novas tecnologias de análise profunda conseguem interpretar e extrair informações de documentos para que o departamento jurídico obtenha uma visão detalhada da carteira de processos.

As ferramentas mais avançadas são capazes ainda de criar indicadores e predições para os processos, o que permite aos advogados estimar o tempo para a sentença, prever o valor de possíveis condenações, etc. Com isso, há maior previsibilidade e segurança no provisionamento de risco.

Tempo gasto com pesquisas de teses e documentos

As pesquisas processuais fazem parte do dia a dia do advogado e consomem uma parte importante da rotina desses profissionais. Encontrar informações sobre legislações e jurisprudências toma tempo, assim como gerar a análise desses dados.

Porém, para os escritórios e empresas que investem em tecnologia jurídica, o tempo dos advogados pode ser usado de forma muito mais estratégica. 

Algoritmos quando treinados são capazes de encontrar, por meio de buscas, jurisprudências, posições de todos os tribunais sobre determinado tema, precedentes compatíveis para casos específicos, entre outras informações estratégicas.

Algumas ferramentas consideram, inclusive, não apenas buscas exatas, mas também as associadas, levando em conta palavras-chave, frases e até parágrafos de textos, expandindo o poder de busca do advogado.

Entenda como é aplicada a inteligência jurídica

Aplicar a inteligência jurídica é um processo que, acima de tudo, exige uma mudança de mentalidade. Isso porque, como vimos, no Brasil, departamentos jurídicos e escritórios de advocacia ainda têm uma cultura muito focada na mediação de problemas, e não na sua prevenção.

Assim como acontece com os programas de compliance, a inserção da inteligência jurídica na rotina das empresas e profissionais do setor precisa acontecer de maneira alinhada a uma cultura organizacional que destaque o papel de medidas preventivas e de um trabalho proativo.

Além disso, é preciso contar com profissionais que compreendam a importância da adoção dessas soluções em suas rotinas e que estejam capacitados para lidar com essas tecnologias.

Esse último ponto, aliás, é fundamental. De nada adianta os sistemas implementados fazerem toda a coleta e análise de dados, se a equipe responsável não conseguir operá-los ou extrair das informações apresentadas o conhecimento e os insights necessários para uma atuação mais estratégica e preventiva.

Por fim, para que a aplicação e a integração às rotinas do departamento ou do escritório sejam bem-sucedidas, é preciso escolher as melhores ferramentas de inteligência jurídica, uma vez que elas farão todo o trabalho de coleta, mineração e análise de dados de diferentes fontes.

Soluções Neoway para garantir maior inteligência jurídica para área

Infográfico: Soluções Neoway para garantir maior inteligência jurídica para área

Com base nesse cenário, a Neoway desenvolveu diversas soluções de Análises Jurídicas que integram tecnologias e dados para apoiar as decisões estratégicas e gerar ganho de produtividade.

Conheça algumas das principais funcionalidades das ferramentas:

  • Big Data e Inteligência Artificial: acesse estimativas sobre duração de processos, probabilidade de perda e/ou ganho, e valores possíveis de sentenças, entre outros indicadores.
  • Compliance: agregue dados sobre processos judiciais às suas diligências sobre fornecedores, clientes, funcionários e outros públicos de interesse.
  • Desempenho e processos internos: direcione os esforços da equipe para atividades intelectuais, ajuste processos internos da área jurídica e analise o desempenho de escritórios terceirizados.
  • Gerenciamento de crédito: encontre ativos judiciais de devedores que podem ser cobrados no processo de recuperação de crédito. Agregue dados para dar precisão ao processo de concessão de crédito.
  • Prevenção contra fraudes: localize indícios de má conduta, fraudes processuais e outros fatores que representam riscos para os seus negócios.

Conclusão

Em um setor que lida com demandas complexas e que precisa de cada vez mais agilidade, a inteligência jurídica é a solução encontrada para trazer mais eficiência para departamentos jurídicos e escritórios de advocacia.

A tecnologia proporciona muito mais do que um ganho de celeridade nos processos, ela é crucial para reduzir custos e aumentar a produtividade da equipe, realizando a coleta, qualificação e cruzamento de dados de forma a orientar melhores decisões.

Saiba como as soluções Neoway podem ajudar você a aplicar inteligência jurídica aos seus processos e ganhar produtividade. Fale com nossos especialistas.

Posts relacionados

Cadastre-se na Newsletter da Neoway e receba conteúdos gratuitos sobre inovação, tecnologia e negócios.