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Mercado de Derivativos e suas novas tendências: Derivativos Climáticos e Exchange de Derivativos

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Índice

  • Desvendando os derivativos financeiros
  • 5 vantagens em utilizar os derivativos financeiros
  • Principais tipos de derivativos 
  • Derivativos Climáticos e Exchange de Derivativos: as novas tendências
    – Derivativos Climáticos
    – Exchange de Derivativos
  • Como acompanhar o mercado financeiro e construir estratégias para o mercado de capitais
  • Conclusão

O mercado financeiro segue em constante transformação, impulsionado por novas demandas de gestão de risco, regulação e sustentabilidade. Nesse cenário, os derivativos continuam a ocupar papel central como instrumentos de proteção e alavancagem, ofertando mecanismos cada vez mais sofisticados para traduzir tendências econômicas e ambientais nas estratégias de investimento.

Com a digitalização das plataformas e a expansão de produtos ligados a temas como clima e transição energética, o mercado de derivativos passa por um novo ciclo de inovação

Neste artigo, vamos apresentar as principais tendências que moldam esse cenário, em especial o avanço dos derivativos climáticos e o crescimento das exchanges dedicadas a derivativos, além de mostrarmos como instituições financeiras e profissionais do setor podem se posicionar diante dessa nova dinâmica do mercado de capitais.

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Desvendando os derivativos financeiros

Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor deriva de outro ativo, como ações, moedas, índices, commodities (como café, ouro e petróleo) ou taxas de juros. Ou seja, não possuem valor intrínseco: seu preço depende do desempenho do ativo de referência.

Os derivativos são formalizados por contratos firmados entre duas ou mais partes, que definem previamente condições como prazo, preço e forma de liquidação.

Leia mais: Economia verde: cenário e impactos no mercado de capitais

O valor do derivativo oscila conforme a variação do ativo subjacente, o que permite tanto a proteção contra riscos (hedge) quanto a busca por ganhos com movimentos de mercado (alavancagem ou especulação).

Quando o contrato chega ao vencimento, as condições acordadas são executadas. 

Na prática, o funcionamento se assemelha ao do mercado de ações: ao adquirir um derivativo, o investidor não compra diretamente o ativo-base, mas sim um compromisso contratual que determina, sob certas condições, a transferência de valor relacionada a esse ativo. Ou seja, o mercado de derivativos é utilizado tanto por agentes que buscam mitigar riscos de preço quanto por aqueles que desejam diversificar estratégias ou otimizar retornos.

5 vantagens em utilizar os derivativos financeiros

Embora não tenham a mesma popularidade de outros instrumentos de investimento, os derivativos se destacam por oferecer mecanismos estratégicos de proteção e performance no mercado.

A seguir, confira suas principais vantagens:

1. Proteção contra riscos

Amplamente utilizados por investidores e instituições que buscam mitigar a exposição a oscilações de preço, os derivativos funcionam como uma forma de hedge — garantindo que a compra ou venda de um ativo ocorra a um valor previamente acordado. Dessa forma, é possível reduzir a incerteza e proteger margens de operação em cenários de volatilidade.

2. Alavancagem

Os derivativos permitem assumir posições de mercado significativas com um capital relativamente menor. Essa característica amplia o potencial de retorno, mas também eleva o nível de risco, exigindo gestão criteriosa e acompanhamento constante das posições.

3. Diversificação de portfólio

Por possibilitarem exposição a diferentes classes de ativos e estratégias, os derivativos ampliam as alternativas de diversificação da carteira.

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Isso permite ao investidor combinar instrumentos tradicionais com operações estruturadas, ajustando o portfólio de acordo com o perfil de risco e objetivos de investimento.

4. Arbitragem

A arbitragem consiste em capturar ganhos com diferenças temporárias de preço entre mercados ou instrumentos correlatos.

No universo dos derivativos, essa prática é comum e contribui para a eficiência do mercado, ao reduzir distorções de preços e promover maior liquidez.

5. Personalização

Por sua natureza contratual, especialmente em operações de balcão, os derivativos permitem customizar prazos, valores e condições de liquidação.

Essa flexibilidade amplia as possibilidades de estruturação de estratégias alinhadas às necessidades específicas de cada participante do mercado.

Principais tipos de derivativos

Os derivativos se destacam pela flexibilidade de estruturação, permitindo diferentes formas de negociação conforme o objetivo do investidor e o tipo de ativo subjacente.

A seguir, os principais tipos de contratos utilizados no mercado:

Contratos futuros

Nos contratos futuros, as partes se comprometem a comprar ou vender um ativo em uma data futura, por um preço previamente estabelecido.

Leia mais: Como acompanhar as oscilações do Mercado Futuro

São negociados em bolsa e amplamente utilizados para proteção contra riscos (hedge) ou para estratégias de alavancagem. A liquidação ocorre na chamada data de vencimento, quando as condições do contrato são executadas.

Contratos a termo

Os contratos a termo seguem lógica semelhante aos dos futuros, mas são personalizados e negociados no mercado de balcão.

Isso significa que não há padronização em relação a prazos ou valores, o que permite maior flexibilidade, porém com menor liquidez e maior risco de contraparte.

Operações de swap

Nas operações de swap, ocorre a troca de fluxos financeiros entre duas partes ao longo de um período determinado.

Essa estrutura é usada, por exemplo, para converter taxas de juros (pós por prefixada), moedas (câmbio), commodities ou outros indexadores, permitindo a gestão eficiente de exposição e custos financeiros.

Opções

As opções conferem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar (call) ou vender (put) um ativo por um preço predeterminado em uma data futura.

Essa flexibilidade permite estruturar estratégias de proteção, geração de renda ou especulação, com risco limitado ao prêmio pago na aquisição da opção.

Derivativos Climáticos e Exchange de Derivativos: as novas tendências

Conheça as duas principais tendências do mercado de derivativos:

Derivativos Climáticos

Com o avanço do aquecimento global e o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, empresas e investidores buscam cada vez mais instrumentos de proteção por meio de derivativos climáticos.

A pauta ESG (Environmental, Social and Governance) consolidou-se na última década, refletindo não somente uma agenda de reputação, mas uma necessidade real de gestão de risco.

O mercado acelerou sua procura por mecanismos de mitigação frente a eventos como chuvas intensas, ondas de calor e interrupções nas cadeias de suprimentos.

Leia mais: Importância dos investimentos sustentáveis em ano de COP 2025

No caso da CME Group, por exemplo, o volume médio negociado de sua suíte de derivativos climáticos registrados em bolsa aumentou mais de 260% em 2023 em relação a 2022, enquanto o número de contratos em aberto aumentou cerca de 48% até maio. Estimativas do setor indicam que o mercado global de “climate risk transfer” pode valer mais de US$25 bilhões.

“A fragilidade aumentada da volatilidade climática direta, problemas de cadeia de suprimentos, inflação, geopolítica. Isso significa que o clima pode consumir uma parte maior do resultado final agora”, declara Malinow, fundador e CEO da empresa de consultoria Parameter Climate.

Os chamados “títulos de catástrofe” estão em alta em Wall Street. A principal procura é pelos derivativos que oferecem uma proteção de ameaças meteorológicas menos graves, entretanto, mais frequentes. 

Leia mais: Investimentos de impacto positivo: como gerar inovação e superar desafios

A exemplo de um cenário de catástrofe em menor escala, um derivativo climático pode compensar uma empresa de turismo se houver muitos dias chuvosos ou um fazendeiro caso a temporada de verão muito quente prejudique sua safra.

Do ponto de vista das instituições financeiras e gestores de risco, os derivativos climáticos abrem um duplo papel: como hedge contra riscos não tradicionais (clima, cadeia, supply-chain) e como ativo de diversificação, com correlação potencialmente mais baixa com mercados tradicionais.

Além disso, o aumento da regulação de divulgação de riscos climáticos e a crescente atenção de investidores institucionais ampliam o apetite por esse tipo de contrato. traders e empresas podem comprar opções que cobrem diversas regiões dos EUA e alguns países da Europa.

Exchange de Derivativos

Outra tendência que ganha força é a expansão de plataformas especializadas em derivativos, em particular no universo de criptoativos, mas com reflexos para a infraestrutura de derivativos em geral.

Por exemplo, a startup Arkham Intelligence, uma empresa de dados de blockchain apoiada pelo criador do ChatGPT, planeja lançar uma plataforma de derivativos de criptomoedas em breve.

Segundo o Valor, com potencial de ampliação das negociações de derivativos em exchanges centralizadas atingiu US$3,07 trilhões em setembro, representando cerca de 71% do volume total dos criptoativos, de acordo com a CCData.

Esse movimento sinaliza três vetores relevantes para o mercado financeiro:

  • Transferência de risco & inovação de produto: o surgimento de novos mercados de derivativos, como climáticos, paramétricos, cripto-derivativos, exige que as instituições financeiras revisem suas arquiteturas de risco, clearing, custódia e modelagem de impacto.
  • Infraestrutura: a especialização em plataformas de derivativos revela que o mercado busca profundidade, liquidez e eficiência operacional.
  • Regulação: com o aumento da presença institucional em cripto e dos mercados de derivativos, bem como maior controle regulatório, a operação em ambientes regulados e transparentes, como da B3, a bolsa do Brasil, ganha importância.

Como acompanhar o mercado financeiro e construir estratégias para o mercado de capitais

Para ter acesso ao panorama completo do mercado de capitais, por meio da tecnologia da automação de dados, e construir análises aprofundadas do mercado de bolsa, as instituições financeiras contam com o DataWise + e o Reports, plataformas exclusivas para o acompanhamento do mercado de listados e mercado de balcão

Por meio de dados únicos sobre negociação, alocação, estoque e fluxo para mercado à vista, futuros e empréstimos, será possível ampliar sua perspectiva sobre o mercado.

Usuário de longa data, Marcio Rodrigues, Gerente de Produtos da Santander Corretora, conta como o DataWise + trouxe análises mais estratégicas e insights para seus clientes.

Com o Reports, as empresas poderão construir estratégias mais direcionadas ao considerar informações consolidadas de negociação e pós-negociação dos instrumentos do mercado de balcão, além de terem acesso a relatórios analíticos que contemplam derivativos, captação bancária, COE, crédito privado, entre outros.

Já o DataWise + é ideal para acompanhar o mercado de listados, além de disponibilizar dashboards padronizados ou personalizados em tela, download de conteúdos e consumo via API de arquivos. As customizações ocorrem de acordo com as necessidades de cada instituição financeira. 

Agora, para impulsionar a rentabilidade da carteira de clientes de investimentos PF e PJ, as instituições financeiras contam com a solução de Indicadores de Investimentos, a qual proporciona a perspectiva que faltava nas análises com foco no potencial de investimento, perfil de investidor e maturidade financeira da base de clientes de investimentos.

Leonardo Conte, do time da XP Investimentos, conta como a solução de Indicadores de Investimentos tem sido um excelente aliado para segmentar os clientes e dar uma assessoria personalizada para cada perfil.

As soluções de DataWise + e Indicadores de Investimentos tornam as análises do mercado primário e secundário ainda mais completas com a perspectiva da carteira de investimentos dos seus clientes.   

Para saber mais detalhes sobre as soluções, fale com um de nossos especialistas e saia na frente nas análises do mercado de capitais.

Conclusão

O mercado de derivativos segue em expansão e adaptação diante de um cenário cada vez mais dinâmico, marcado pela digitalização, integração de novas classes de ativos e crescente preocupação com riscos climáticos e regulatórios.

Entender as tendências, como os derivativos climáticos e a evolução das exchanges especializadas, é essencial para que instituições financeiras, gestores e investidores mantenham competitividade e eficiência em suas estratégias de gestão de risco e diversificação.

Por 

Carolina Dias dos Santos

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