Fraudes corporativas são mais comuns — e mais prejudiciais — do que muitos líderes imaginam. Do desvio interno de recursos ao uso indevido de informações estratégicas, essas ações podem comprometer finanças, reputação e até a continuidade da empresa. Por isso, blindar seu negócio com auditoria e investigação de fraudes deixou de ser apenas uma prática preventiva e se tornou uma necessidade estratégica.
Os impactos das fraudes, muitas vezes, vão além das perdas financeiras: comprometem a reputação da marca, enfraquecem a confiança de clientes e investidores e, em casos mais graves, colocam a operação em risco. Por isso, implementar um sistema estruturado de auditoria e investigação de fraudes é uma das formas mais eficazes de proteger seu negócio.
Neste artigo, mostramos os principais passos para criar uma estrutura eficaz de auditoria e investigação de fraudes, protegendo sua empresa de ameaças internas e externas com base em dados, processos e tecnologia. E, ainda, como a inteligência de dados pode contribuir nesse momento.
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Passo a passo para implementar a auditoria e investigação de fraudes em sua empresa
Confira os cinco principais passos para implementar os processos de auditoria e investigação de fraudes em seu negócio.
1. Mapeamento de riscos
O primeiro passo é mapear os riscos. Entender onde estão os pontos mais vulneráveis da sua empresa — como processos financeiros manuais, aprovações sem rastreabilidade ou baixa segregação de funções — ajuda a antecipar cenários e a desenhar mecanismos de controle mais eficazes. Essa avaliação pode ser feita de forma interna ou com o apoio de consultorias especializadas.
2. Plano de auditoria interna
Com os riscos mapeados, o ideal é desenvolver um plano de auditoria interna contínua, que vá além de revisões pontuais.
Auditoria eficaz precisa ser sistemática, orientada por dados e capaz de cruzar diferentes fontes de informação.
Ao definir escopos claros, estabelecer indicadores de desempenho e automatizar alertas para transações fora do padrão, é possível transformar a auditoria em um instrumento estratégico de prevenção.
Cada etapa do processo — da autorização de pagamentos ao fechamento contábil — deve ser auditável e transparente.
3. Política clara de ética e conduta
Outro pilar essencial na prevenção de fraudes é a definição e disseminação de uma política de ética e conduta.
A clareza sobre o que é aceitável e o que não é dentro da empresa ajuda a reduzir ambiguidades que abrem espaço para desvios. Essa política deve estar formalizada, acessível e ser conhecida por todos — funcionários, parceiros, fornecedores e terceirizados.
É igualmente importante oferecer canais seguros e anônimos para denúncias, criando um ambiente de confiança onde comportamentos inadequados possam ser reportados com segurança.
4. Soluções tecnológicas para compliance
A tecnologia também desempenha um papel decisivo. Sistemas modernos de ERP, quando bem configurados, geram trilhas de auditoria e automatizam bloqueios em processos críticos.
Ferramentas de inteligência analítica ajudam a detectar anomalias em tempo real, como padrões incomuns de pagamentos, aumento repentino de contratos com um mesmo fornecedor ou alterações frequentes em cadastros de clientes. Softwares com algoritmos de machine learning podem aprender com os dados e refinar continuamente os critérios de risco.
Saiba mais sobre como a tecnologia pode ser usada para contribuir com suas análises e investigações em compliance, gerenciamento de riscos e prevenção a fraudes neste episódio da minissérie Fatos & Fraudes, com participação de Eric Greghy, diretor da unidade de negócios de Prevenção a Perdas da Neoway e Kendji Wold, diretor de dados e analytics da Neoway. Assista!
5. Protocolos para identificação de fraudes
Quando um indício de fraude é identificado, é fundamental ter um protocolo de investigação definido. Isso significa estabelecer os responsáveis pela apuração, garantir que as evidências sejam coletadas corretamente e que o sigilo das partes envolvidas seja preservado.
Uma investigação mal conduzida pode comprometer provas, gerar ruído interno ou até expor a empresa a processos legais. O ideal é que o plano de resposta a fraudes esteja integrado às políticas de compliance e envolva áreas como jurídico, auditoria e recursos humanos.
Outros fatores para criar uma estrutura eficaz de auditoria e investigação de fraudes
Outro fator de proteção está na capacitação contínua das equipes. Colaboradores bem-treinados são mais capazes de identificar sinais de alerta e entender as consequências de práticas ilícitas.
Investir em treinamentos sobre ética, segurança da informação, compliance e uso adequado dos sistemas ajuda a formar uma cultura organizacional menos tolerante a desvios. Além disso, campanhas internas e ações de engajamento reforçam o compromisso com a integridade.
Por fim, é importante manter o ciclo ativo. A cada auditoria realizada ou investigação conduzida, devem ser feitas análises sobre os aprendizados obtidos, os controles que precisam ser ajustados e as áreas que merecem atenção redobrada. Com isso, a empresa evolui continuamente sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-se menos vulnerável e mais resiliente.
Blindar o negócio contra fraudes exige uma abordagem integrada: combinar processos, tecnologia, cultura e governança.
Auditoria e investigação não são apenas instrumentos de controle, mas ferramentas estratégicas de proteção ativa. Quanto mais cedo forem estruturadas, menores os riscos — e maior a segurança para crescer com solidez e confiança.
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