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Fraudes na Black Friday: 7 dicas para proteger sua empresa

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Conheça a origem da data veja a importância da prevenção de fraudes na Black Friday, quais são os golpes mais comuns e prevenir sua marca.

Tradicional data do varejo americano, a Black Friday ganhou grande importância para varejistas e consumidores no Brasil. No entanto, ao mesmo tempo em que as vendas em torno da data aumentam, cresce também o número de fraudes.

Neste post, conheça a origem da Black Friday, veja a importância da prevenção de fraudes, quais são os golpes mais comuns e como preveni-los.

A origem da Black Friday

Tradicional data do varejo norte-americano, a Black Friday acontece logo após o Dia de Ação de Graças, e desde 2010 faz parte da temporada brasileira de liquidações.

A origem da Black Friday não é certa e existem diversas teorias que ajudam a explicá-la.

Um dos primeiros registros do termo data de 1869, quando o mercado do ouro nos Estados Unidos quebrou, em uma sexta-feira de setembro, deixando muitos investidores e empresas de Wall Street completamente arruinadas.

O termo surgiu justamente como referência a este dia “sombrio” para o mercado.
A Black Friday como conhecemos hoje em dia, como uma grande festa de promoções e descontos, surgiu bem mais tarde.

Na década de 60, o termo era utilizado por policiais da cidade da Filadélfia para se referir ao grande confronto do futebol americano universitário da cidade.

O jogo acontecia logo após o Dia de Ação de Graças e era marcado, entre outras coisas, por grandes aglomerações de pessoas e trânsito caótico.
Com o grande movimento nas ruas, os comerciantes da cidade aproveitaram para baixar os preços e oferecer vantagens aos consumidores.

Esses acontecimentos marcaram o início da tradição da Black Friday, que só viria a se popularizar nacionalmente nos anos 80.

Existe ainda outra explicação que ajuda a reforçar o uso do termo Black Friday. À época, os comerciantes costumavam anotar nas mãos a rentabilidade das suas lojas: a caneta vermelha marcava os prejuízos e a preta, os lucros.

Nesse mesmo período, a sexta-feira após o feriado de Ação de Graças passou a ser vista como grande oportunidade para os lojistas aumentarem suas vendas e entrarem no azul – nos EUA, a expressão equivalente seria “entrar no preto”.

Seja qual for a origem correta da Black Friday, fato é que se trata de uma das principais datas do varejo nos Estados Unidos, servindo para que os lojistas limpem o estoque e preparem seus comércios para a demanda de Natal.

E, como de costume, a tradição saiu dos EUA para o mundo. No Brasil, a Black Friday chegou em 2010, por iniciativa de um site chamado Busca Descontos.

A partir daí, o número de lojas participantes aumentou a cada ano, o que fez crescer também o interesse do público, levando a uma ampliação da data e a criação de ações como Black Week, com uma semana toda de promoções.

Ou até mesmo Black November, em que todo o mês de novembro é destinado à oferta de descontos a vantagens.

Importante notar ainda que, na esteira da Black Friday, o comércio criou a Cyber Monday. O evento, que surgiu em 2005, nos EUA, acontece na segunda-feira seguinte à tradicional data.

Nesse caso, a data é voltada especificamente para o comércio de eletrônicos.

Ascensão da Black Friday

A grande explosão da tradição da Black Friday se deu no início dos ano 2000, quando data passou a ser considerada o maior dia de compras do ano nos Estados Unidos.

Devido ao sucesso na maior potência econômica do mundo, a Black Friday tomou o mundo, inclusive o Brasil.

Após um início com muita relutância por parte dos consumidores e marcado pela grande quantidade de promoções falsas, o que rendeu à data o apelido de “Black Fraude” e o slogan “tudo pela metade do dobro”, a Black Friday vem se consolidando e se tornando uma verdadeira oportunidade para bons negócios.

Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Ebit/Nielsen, durante as 7 primeiras horas de vendas, a Black Friday 2019 registrou faturamento 69% superior em relação à edição anterior. No ano passado, as vendas online renderam mais de R$ 3,2 bilhões aos lojistas.

Não à toa, o otimismo tomou conta do varejo brasileiro. Mesmo diante da pandemia, as empresas já preparam uma das maiores temporadas de liquidação da história.

Para complementar as boas expectativas, um estudo da empresa AppsFlyer, que mede o número de downloads de aplicativos de empresas do varejo, aponta que a Black Friday 2020 deve ser a maior de todos os tempos.

Leia mais: Estratégias de atração e ativação para a Black Friday

Black Friday: a importância da prevenção de fraudes nas empresas

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A alcunha de “Black Fraude” não foi dada gratuitamente. Desde 2010, são inúmeros os casos de tentativas de fraude, como criação de sites falsos para roubo de dados financeiros dos usuários e falsos descontos nas lojas – muitos relatados por usuários nas redes sociais.

Segundo o site Reclame Aqui, durante a edição 2019 da Black Friday, foram registradas 8,8 mil reclamações, alta de 57,6% em relação ao ano anterior.
O maior número de queixas se referiam a propaganda enganosa, problemas na finalização da compra e divergência de valores.

Se dados como esses mostram o risco a que o consumidor está exposto, é importante que as empresas criem formas para prevenir fraudes – e não apenas na Black Friday, mas durante todo o ano.

Fraudes são um problema global. Empresas de todos os portes e segmentos de atuação estão expostas a riscos. Segundo o Relatório Global de Fraude e Risco, elaborado pela Kroll, 89% das empresas brasileiras já sofreram algum tipo de fraude.

Além de um número assustador, quando essas fraudes não são identificadas, controladas e mitigadas, elas podem levar a perdas financeiras significativas.
Nesse sentido, no combate à fraude, as empresas podem não apenas escapar de prejuízos, como também conservar a boa experiência dos clientes.

Isso porque os usuários gostam de saber que estão protegidos e que seus dados estão a salvo.

Como identificar fraudes?

As fraudes na Black Friday costumam se concentrar em duas frentes. Uma delas é o phishing, que é a criação de sites falsos com o objetivo de roubar os dados pessoais e financeiros do usuários.

Outra é disponibilização de descontos irreais, em que a loja aumenta o valor do produto pouco antes ou compensa o valor do desconto em um frete mais alto, por exemplo.

Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é importante que o consumidor fique atento a algumas dicas, dentre elas:

  • Analisar o perfil que compartilhou a promoção nas rede sociais e confirmar se é a página oficial da loja;
  • Conferir o link da promoção – seja recebido por WhatsApp, e-mail ou mesmo após clicar em um banner na internet – e verificar de a URL é, de fato, da loja verdadeira;
  • Desconfiar de preços muito baixos;
  • Desconsiderar mensagens que sugerem a instalação de programas de computador ou aplicativos para celular;
  • Verificar a reputação da loja em sites como Reclame Aqui e http://www.consumidor.gov.br.

As lojas, por sua vez, precisam ficar atentas a esses tipos de ações maliciosas para tomar atitudes rapidamente e proteger seus consumidores.

Principais causas de fraudes na Black Friday

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Falsos descontos

Durante a edição de 2018 da Black Friday, uma pesquisa do Google mostrou que, para 37% dos consumidores brasileiros entrevistados, a confiança nas promoções era o principal motivo para não comprar nada durante a data.

Como vimos, existem lojas que dão falsos descontos, ou seja, elas sobem o preço das mercadorias pouco antes da Black Friday para oferecer “descontos” maiores e mais chamativos.

Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é importante consultar o histórico do preço do produto. Isso pode ser feito por meio de sites como Zoom, Buscapé e Já Cotei. O ideal é guardar prints das telas com os valores.

Empresas devem sempre evitar esse tipo de prática que, além de enganar o cliente, pode manchar a reputação da marca para sempre.

Frete abusivo

Outra forma de fraude comum durante a Black Friday acontece por meio do valor do frete: a loja oferece descontos atraentes para a aquisição do produto, mas, na hora de fechar a compra, o consumidor se depara com valores abusivos para o envio da mercadoria.

Para evitar causar uma frustração no consumidor, as lojas podem negociar o frete com seus parceiros logísticos e comunicar durante todo o processo de compra que o cliente precisa estar atento ao valor do frete.
Divergência de valores

Na tentativa de enganar o consumidor, existem lojas virtuais que alteram o preço do produto quando o consumidor o adiciona ao seu carrinho de compras.

Assim, na hora de finalizar a compra online, o usuário encontra um valor diferentes daquele que foi anunciado.

Esse problema também pode acontecer por um simples erro de cadastro do produto no site. Para evitá-lo, os e-commerces devem ter atenção redobrada ao registrar os produtos.

Sites falsos

Como vimos, uma das modalidades mais comuns de fraude na Black Friday é o phishing. São sites falsos, criados por criminosos, que imitam a aparência de grandes lojas virtuais.

Essas páginas fraudulentas são utilizadas para enganar o consumidor e roubar dados, principalmente do cartão de crédito.

Para evitar esse golpe, o usuário deve desconfiar de descontos elevados (acima de 40%),e evitar abrir mensagens promocionais de remetentes desconhecidos, além de sempre conferir a URL do site que está visitando.

Muitas vezes, os criminosos trocam apenas algumas letras para confundir suas vítimas. Por exemplo, http://www.casaasbahia.com.br ou http://www.americanass.com.br.
Para isso, é possível contar com a ajuda de sites como Registro.br, na sessão “Who is”, para confirmar as informações de registro do domínio. O Procon também oferece uma lista de sites maliciosos.

Os e-commerces, por sua vez, precisam estar sempre atentos a domínios parecidos com os seus para comunicar prontamente as autoridades e os clientes e, desta forma, ajudar a evitar esse tipo de crime.

Roubo de dados

Os sites de phishing são apenas uma das formas que os criminosos têm para roubar dados pessoais e financeiros dos consumidores.

Outra modalidade conhecida são as ligações telefônicas pedindo a confirmação de dados bancários e o envio de boletos adulterados.

Nesses caso, é recomendado que o usuário prefira concretizar a compra com cartão de crédito, sempre conferindo, é claro, a reputação da loja e a integridade do site em que está comprando.

Caso opte pelo boleto, o consumidor deve preferir realizar a leitura do código de barras e assegurar que as informações batem com as do vendedor.

Publicidade falsa

Anúncios em formato de banner em sites e redes sociais também merecem atenção do consumidor.

Isso porque muitos fraudadores compram esses espaços e copiam a identidade visual de grandes lojas para divulgar sites falsos para a prática de phishing.

Além de sites por toda a internet, Twitter e Facebook estão entre as mídias favoritas dos fraudadores. Aqui a dica é a mesma: conferir o link do site e desconfiar de promoções boas demais.

Mensagens falsas

WhatsApp e e-mail são dois dos canais prediletos de criminosos para enviar ofertas e links falsos para enganar consumidores.

Como dissemos, o recomendado é evitar clicar em mensagens de remetentes desconhecidos, sobretudo aquelas que contenham links e anexos.

Leia mais sobre phishing: Como detectar esse ataque e proteger sua empresa

7 dicas de como prevenir fraudes na Black Friday

7 dicas como prevenir fraudes na black friday

Realize auditorias

Auditorias são uma das principais ferramentas para identificação e prevenção da prática de fraudes e da ocorrência de erros. Elas podem ser tanto internas quanto externas.

No caso das auditorias internas, são uma ferramenta que a própria administração da empresa tem em mãos para averiguar o funcionamento das operações e realizar as devidas conferências dos processos e controles internos.

Já as auditorias externas, obrigatórias para empresas de grande porte e de capital aberto, são contratadas de forma independente e agem dentro da empresa avaliando todos os aspectos relacionados à parte contábil, fiscal e financeira da organização.

Faça uma gestão de riscos

Embora muitas empresas encarem a gestão de riscos como um custo desnecessário, o fato é que se trata de uma ferramenta essencial para prever, antecipar e solucionar riscos de fraude.

Para isso, é necessário ter total compreensão dos pontos fracos da operação da empresa e identificar aqueles que podem comprometer seu funcionamento. Isso é fundamental para que a empresa possa atuar de forma mais transparente e segura.

Monitore os processos de sua empresa

O monitoramento dos processos é uma medida crucial para que a empresa tenha uma primeira linha de proteção contra fraudes.

Com esse objetivo, a organização pode lançar mão de relatórios e documentos que abranjam todos os processos que envolvem suas operações.

Por exemplo: caso a empresa possua vendedores externos, é preciso monitorar o trabalho de cada um deles e registrar cada ação e indicador que sejam relevantes para seus negócios.

Identifique e corrija os pontos fracos

Fraudes geralmente ocorrem por conta de brechas que ainda não foram identificadas.

Nesse sentido, a realização de auditorias e o monitoramento constante dos processos ajudam a empresa a identificar os erros que estão sendo cometidos e a maneira como as fraudes estão acontecendo.

A partir do reconhecimento dos pontos fracos, é necessário corrigi-los, processo que, vale destacar, envolve muito mais do que a adoção de medidas para evitar a recorrência da fraude que foi identificada.

É preciso que a empresa crie políticas de prevenção à fraude claras, com parâmetros bem definidos e que permitam ter uma visão ampla dos riscos de cada operação.

Invista em treinamentos para funcionários

A simples definição de políticas de prevenção a fraude não faz com que elas sejam colocadas em prática automaticamente.

Uma empresa é feita por seus colaboradores e é essencial que eles sejam treinados e capacitados para conhecer não apenas as políticas, mas também as ferramentas e as medidas que eles têm à sua disposição para combater novas fraudes.

Além de treinamentos específicos, a capacitação do quadro de funcionários pode ocorrer por meio de palestras, reuniões e oficinas que ajudem a promover uma mudança de postura nos diferentes setores.

O objetivo dessas medidas nada mais é do que estimular os colaboradores a pensar de acordo com as regras da empresa e, assim, aumentar as frentes de combate a fraudes.

Conheça seus colaboradores, clientes, fornecedores e produtos
Quanto maior a empresa, mais despercebido costuma passar o dia a dia dos colabores para a alta gestão da organização, o que certamente é um fator que contribui para o surgimento de brechas para a ocorrência de fraudes.

Conhecer bem cada funcionário, em todos os níveis hierárquicos da empresa, é fundamental para garantir que o comportamento, a conduta e o perfil de cada um estejam condizentes com o que prega a empresa.

De fato, esse é um filtro que pode ser aplicado desde o recrutamento de novos talentos.

Essas mesmas medidas devem ser adotadas em relação a clientes, fornecedores e parceiros para garantir que, em nenhuma frente de atuação, haja espaço para atos indevidos que podem vir a prejudicar a empresa.

Tenha uma cultura de compliance

Juntamente às políticas de prevenção a fraudes, a empresa deve construir sua cultura em torno da noção de compliance.

Para isso, é necessário envolver desde os colaboradores à alta gestão em condutas que contribuam para a integridade e transparência na organização.
Quando falamos em compliance, estamos nos referindo a um trabalho a longo prazo, que envolve não apenas o estabelecimento de novas normas e políticas, mas também boas ações de comunicação interna e capacitação das equipes.

Outra medida importante em relação ao compliance é a disponibilização de canais para denúncias, uma vez que se trata de um dos mais importantes meios de investigação, em que os próprios agentes internos da empresa contribuem para sua integridade.

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Conclusão

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A Black Friday movimenta bilhões de reais no varejo brasileiro todos os anos. Ao mesmo tempo, cresce também a quantidade de reclamações dos consumidores e as tentativas de fraudes e golpes.

Felizmente, existem ferramentas e medidas que podem ser adotadas para prevenir esses episódios e garantir que as operações e a relação com os clientes não saiam prejudicadas.

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