Artigo assinado por Kelly Feltrin, Gerente de Produtos de Loss Prevention na Neoway.
Se você acha que uma nova regulamentação só serve para complicar, está olhando para o lado errado e eu posso provar.
Na última semana, a chamada Susep 612 completou cinco anos. A circular é um marco da mudança de regras no mercado de seguros. Mas essa história não é sobre seguros, é sobre qualquer negócio que precisa responder rapidamente quando o regulador bate à porta.
Nesse contexto, temos circulares semelhantes, como CVM 50 – antiga 617, Bacen 3978 e outras que colocam a prova o compliance de todo o sistema financeiro.
A verdade é que as novas normas de compliance são testes de velocidade e maturidade. Empresas que ainda dependem de processos manuais correm atrás do prejuízo. As que automatizam o compliance, cruzam dados e monitoram riscos em tempo real saem na frente. O mais importante: com segurança e confiança para crescer.
E “crescer” é uma palavra-chave porque é um desafio significativo que as organizações enfrentam no Compliance.
Escalar processos complexos de diligências, que envolvam muitas partes e fontes de dados, pode causar ineficiências na operação. Muitas vezes, quando esses processos são tratados manualmente, os custos de operação vão até o teto, e os times perdem seu potencial estratégico.
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CGU bate recorde e multas superam o bilhão
A Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu um marco histórico, ao concluir o julgamento de 70 Processos Administrativos de Responsabilização (PARs) em 2024.
O recorde anterior era de 67 processos concluídos, de 2023. E esse dado é para lá de relevante porque prova que as lideranças não podem mais “pagar para ver” na gestão de riscos e compliance.
Damos o nome de PAR a um procedimento que apura qual a responsabilidade de uma empresa em atos lesivos à Administração Pública, conforme previsto na Lei Anticorrupção Brasileira – outro marco regulatório que faz aniversário em breve.
Outro número que chama a atenção é que a CGU realizou 47 operações especiais de combate e enfrentamento à corrupção em 2024 – com um prejuízo apurado de mais de R$ 392 milhões.
O valor apurado é calculado com base no dano ao erário identificado na fase inicial da investigação, considerando o total de recursos públicos envolvidos.
Do lado das empresas, as multas aplicadas nesse tipo de operação podem chegar na casa dos bilhões. Ou seja, enquanto os órgãos reguladores fortalecem suas medidas de prevenção, detecção e punição de condutas ilícitas, não há tempo para que os gestores fiquem de braços cruzados.
Seja no seguro, na saúde, no financeiro ou no varejo: regulamentações nem sempre travam o mercado. E, no caso desses marcos, elas ajudaram a avançar inovações.
É o caso da automação, que se tornou decisiva para o compliance: transformando exigências regulatórias em fluxos contínuos de monitoramento, reduzindo erros humanos e acelerando os tempos de resposta.
Olhando para o legado de regulamentações como a Susep 612, Lei Anticorrupção e outras, dá para perceber que, em alguns casos, elas separam quem está pronto para o futuro de quem ainda vive no passado.
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