Tecnologia bancária: tendências, soluções e desafios

SCROLL DOWN

A Neoway é a maior empresa da América Latina de Big Data Analytics e Inteligência Artificial para negócios. Fundada em 2002, em Florianópolis, lançou a sua plataforma SaaS em 2012, e, hoje, está presente em todo o Brasil.

Compartilhe este conteúdo:

Busque o assunto desejado

Bancos são um dos pilares mais importantes da economia global, o que explica o fato de a tecnologia bancária receber investimentos pesados por parte das companhias. É uma questão de sobrevivência. 

Com o mercado cada vez mais disputado, devido à popularização das fintechs e à proliferação dos bancos digitais, o setor precisou acelerar a transformação digital para aprimorar o atendimento, a infraestrutura e a segurança oferecidas aos clientes.

Tudo isso passa por uma nova compreensão das exigências do público e a necessidade de inovação em serviços que são essenciais para a sociedade. Afinal, como a tecnologia bancária é  aplicada nessas instituições e qual impacto pode trazer? Continue a leitura para entender mais sobre o tema. 

Tecnologia bancária: como ela funciona nos dias de hoje?

As instituições financeiras dependem profundamente de investimentos em tecnologia bancária, não só por uma questão de inovação e competitividade, mas também porque os serviços oferecidos são sensíveis e complexos.

Conheça algumas das tecnologias que já são parte fundamental das operações:

Cibersegurança

Não é à toa que a pesquisa de tecnologia bancária feita pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), publicada em abril de 2022, mostra que os investimentos em segurança cibernética continuam uma prioridade absoluta para todos os participantes.

O estudo indica que 100% dos bancos consultados já demonstravam essa preocupação em 2021 e todos pretendem manter os aportes em cibersegurança.

Em um cenário no qual as fraudes têm se tornado parte do dia-a-dia, esta é uma área essencial da tecnologia da informação. Os riscos reputacionais e financeiros de um ataque bem-sucedido são altos demais para serem negligenciados.

Um vazamento de informações pessoais de clientes ou acessos indevidos às suas contas podem minar de forma irreparável a confiança do público em uma empresa, além de trazer implicações com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).  

PIX

O sistema de pagamentos online e instantâneos do Banco Central se mostrou disruptivo desde seu lançamento no fim de 2020.

Em poucos meses, foi incorporado ao cotidiano do brasileiro e demandou uma adaptação rápida do setor para sustentar a estrutura necessária para tantas movimentações que são completadas em poucos segundos.

O Brasil tem batido recordes consecutivos em volume de transações diárias feitas por PIX. Apenas na primeira semana de abril, a marca foi quebrada três vezes, chegando a mais de 63,5 milhões de operações. Em um dos dias mais movimentados, os brasileiros superaram a barreira de R$ 39,5 bilhões movimentados em apenas 24 horas.

Essa adesão imediata também mudou os hábitos da população. Um dos efeitos do PIX notados pelo setor foi a redução da necessidade de saques, como explicou um dos líderes de tecnologia da área à pesquisa da Febraban.

Mobile

A revolução da tecnologia móvel não é mais uma novidade. Ao longo da década passada, os celulares tomaram o lugar dos computadores para boa parte das tarefas cotidianas e acesso à internet.

Os impactos dessa transformação já mudaram a forma como os brasileiros lidam com serviços bancários e financeiros. A novidade é que as companhias passaram a entender a experiência de uso por aplicativos como uma de suas prioridades.

No auge da pandemia, em 2020, diante das dificuldades de se deslocar a uma agência, o público abraçou em definitivo a mobilidade. Mais da metade das transações registradas no ano foram realizadas via mobile banking pela primeira vez, segundo o levantamento da Febraban.

Diante da crise de saúde pública, muitos que ainda eram reticentes com as transações pelo celular adotaram a tecnologia bancária. A perspectiva é que essas pessoas não retrocedam mais ao analógico, o que tornará ainda mais crucial o investimento em canais digitais de atendimento.

Open banking

Uma das maiores transformações para o setor bancário, o open banking está em pleno funcionamento após o início da quarta fase implementada no fim de 2021. O usuário de serviços financeiros ganhou controle sobre os seus dados; com isso, aumenta-se a concorrência no setor, por meio de uma disputa mais franca por cada cliente.

Ao mesmo tempo, a implementação do open banking joga luz sobre a necessidade de investimento pesado em tecnologia para proteção de dados e garantia de intercambialidade e padronização entre instituições, necessária para o fluxo livre de informação.

Quais são as tendências em tecnologia bancária?

Infográfico: Quais São as Tendências em Tecnologia Bancária

Além das soluções que já se estabeleceram como parte fundamental do setor, uma série de outras apostas aos poucos se integram à tecnologia bancária. Conheça abaixo algumas das que mais chamam a atenção do mercado neste ano:

Inteligência artificial

A inteligência artificial é bastante presente na tecnologia bancária, e a tendência é de ampliação. Segundo o levantamento da federação de bancos, 78% das empresas consultadas já investiam na área em 2021, e todas elas demonstraram interesse em aumentar suas apostas em 2022.

Com destaque para as aplicações de machine learning, a IA é benéfica em diversos aspectos. Ela permite oferecer serviços e preços cada vez mais direcionados para cada perfil de cliente. 

Outras utilidades importantes para bancos incluem a análise de risco de crédito, o monitoramento de grupos de interesse e a prevenção à lavagem de dinheiro — funções que ficam sob o guarda-chuva do compliance.

A IA também tem papel ativo no atendimento ao público, aplicação que permite desafogar o trabalho de atendentes humanos com bots que ajudam clientes a resolverem problemas mais rapidamente e a qualquer momento do dia.

5G

O 5G ainda engatinha no Brasil, mas está no radar dos bancos. A Febraban aponta que todas as instituições consultadas apostam na quinta geração da internet móvel para 2022, contra apenas 17% em 2021.

A perspectiva para a tecnologia bancária é de melhoria em todos os serviços digitais oferecidos ao cliente. A baixa latência prometida para a nova geração de redes móveis deve habilitar uma série de inovações na experiência de uso.

Um exemplo simples: com acesso ágil à nuvem, é possível oferecer aplicativos mais enxutos, que ocupem menos espaço nos celulares dos clientes, sem perda de funcionalidades.

Process Mining

Outra das tecnologias que viu um grande salto de interesse, o process mining pode transformar a jornada de atendimento, entre várias outras aplicações.

Devido a essa solução, um banco consegue, a partir dos dados coletados sobre seus processos, entender o seu funcionamento de forma mais clara. Assim, é possível otimizar suas atividades em todos os aspectos.

Entenda mais sobre como a análise de dados pode revolucionar os negócios de uma empresa.

IoT

Mais um termo badalado no setor financeiro, a internet das coisas deve aumentar sua presença. A ferramenta, considerada prioridade para 75% das empresas consultadas pela Febraban, prevê o uso de dispositivos conectados que vão muito além dos convencionais, como computadores, celulares e tablets.

Uma das implementações mais promissoras de IoT no setor é para a questão da segurança, a fim de validar a identidade do cliente. Ela também pode ser usada para acelerar processos, melhorar o atendimento e personalizar serviços.

Compliance inteligente: como o Santander CACEIS obteve 78% de ganho de eficiência operacional

Conclusão

Com um mercado cada vez mais competitivo e regulado, é essencial os bancos inovarem em experiências diferenciadas e em segurança e confiança para seus clientes.

Várias soluções já começaram a transformar a forma como o brasileiro lida com o dinheiro e a sua relação com o banco. Iniciativas como o PIX mostram que o público está pronto para novas tecnologias e é papel do setor viabilizá-las, a partir do uso de plataformas avançadas de análise de dados e inteligência artificial. 

Esforços para isso não faltam, e os investimentos só aumentam. Como mostra a pesquisa da Febraban, o orçamento para tecnologia bancária saltou de R$ 18,6 bilhões em 2016 para R$ 25,7 bilhões em 2020. E o setor é o segundo maior investidor em tecnologia do país, atrás apenas do governo.

Por tudo isso, o mercado vê na tecnologia bancária o combustível para grandes mudanças que devem impactar a forma como o público se relaciona com serviços financeiros.

Posts relacionados

Cadastre-se na Newsletter da Neoway e receba conteúdos gratuitos sobre inovação, tecnologia e negócios.