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Como prevenir ataques de Engenharia Social e aumentar a segurança da sua empresa

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Índice

  • O que é engenharia social?
  • A diferença entre phishing e engenharia social
  • Exemplos de como funciona a engenharia social na prática
  • Principais ataques de engenharia social
  • Melhores práticas para proteger sua empresa
  • Inteligência analítica para prevenção de ataques de engenharia social

Você confiaria sua senha a um estranho que ligasse se passando por alguém do seu banco? Provavelmente, você responderia “não” para um pedido tão estranho. Porém, o cenário muda se esse “alguém” soubesse seu nome completo, CPF e até o nome do seu gerente, não é mesmo? Esse é o poder da engenharia social

Esse tipo de técnica de manipulação de pessoas e informações continua sendo uma das principais ameaças à segurança cibernética de empresas de todos os tamanhos. 

No artigo de hoje você vai entender mais sobre como esse tipo de técnica funciona e como proteger seus negócios.

O que você vai ver nesse artigo:

  • O que é engenharia social e como ela pode explorar fragilidades de companhias.
  • Quais são as diferenças entre engenharia social e ataques phishing?
  • Exemplos práticos de como acontecem ataques de engenharia social.
  • As principais técnicas de manipulação utilizadas.
  • Práticas para proteger a sua empresa usando inteligência de dados.

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O que é engenharia social?

A engenharia social é uma técnica de manipulação psicológica usada para enganar pessoas e induzi-las a fornecer informações confidenciais, clicar em links maliciosos ou executar ações que comprometem a segurança da empresa. 

Diferente dos ataques cibernéticos tradicionais, que dependem de falhas técnicas, os ataques de engenharia social exploram o elo mais fraco da segurança: o comportamento humano.

Quem é um engenheiro social?

O engenheiro social é, antes de tudo, um manipulador. Ele pode se passar por um colaborador, fornecedor, técnico de TI ou até mesmo um cliente. 

Seu objetivo é conquistar a confiança da vítima — e para isso ele estuda, coleta dados e escolhe a melhor abordagem para parecer legítimo.

Em julho de 2025, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um suspeito que é acusado de ser um dos autores do ataque hacker a uma empresa de software, no que ficou conhecida como a maior invasão de dispositivo eletrônico do Brasil. A ação resultou em um desvio de R$ 800 milhões.

E a forma como o criminoso acessou os sistemas e conseguiu desviar o dinheiro não foi uma invasão e sim uma fraude já que o hacker usou credenciais verdadeiras de clientes, obtidas por meio de engenharia social. 

Isso significa que criminosos tinham um login de acesso verdadeiro de algum cliente da empresa que conectava instituições financeiras ao sistema do Banco Central (BC) e, de posse dessas informações, realizou o desvio.

Quais fragilidades o engenheiro social costuma explorar?

Você já parou para pensar em quantas vezes compartilhou dados pessoais em redes sociais ou respondeu e-mails sem verificar a origem? Esses são alguns dos deslizes que um engenheiro social procura. 

Entre as principais brechas exploradas estão:

  • Falta de treinamento em segurança digital.
  • Excesso de confiança em comunicações internas.
  • Informações expostas publicamente (como nome de gestores, organogramas ou eventos corporativos).
  • Processos de autenticação frágeis ou repetitivos.

Há ainda golpes que usam assuntos quentes do momento ou datas comemorativas para capturar a atenção e os dados das vítimas. Um exemplo que já ficou famoso no Brasil são as ofertas de descontos irreais durante a Black Friday para tentar capturar vítimas.

Qual é a diferença entre phishing e engenharia social?

Embora os dois termos frequentemente se cruzem, phishing é apenas uma das ferramentas utilizadas dentro do espectro mais amplo da engenharia social.

Phishing refere-se a tentativas de fraude via e-mail, SMS ou redes sociais, em que o criminoso finge ser uma entidade confiável para roubar dados. 

Já a engenharia social pode ir além: inclui telefonemas falsos, interações presenciais, exploração de vulnerabilidades emocionais e até infiltração física em empresas.

Ou seja, todo phishing é um tipo de engenharia social, mas nem toda engenharia social se resume ao phishing.

Exemplos de como funciona a engenharia social na prática

Imagine um golpista que liga para o setor de RH dizendo ser do time de TI. Ele informa que está com um problema urgente e precisa da senha de acesso a um sistema. Para provar sua “autenticidade”, menciona o nome da diretora do setor — informação pública no LinkedIn da empresa.

A pessoa do outro lado da linha, pressionada pela urgência e confiando no contexto fornecido, compartilha a senha. Pronto: o ataque foi bem-sucedido. Sem nenhum vírus, sem invasão. Só uma ligação e o conhecimento de como as pessoas funcionam.

Leia mais: One stop shop: como o Neoway Seeker unifica a gestão de riscos e o compliance em um só lugar

Outro exemplo bastante comum é o envio de uma mensagem de phishing. O golpista envia para uma pessoa da empresa um e-mail simulando uma reunião ou um documento que teria sido compartilhado pelo chefe dessa pessoa.

A mensagem tem todas as características de um e-mail legítimo. O texto até mesmo conta com o layout enviado pela plataforma de aplicativos de escritório que a empresa contratou. No entanto, o endereço não é o verdadeiro. Se o funcionário não prestar atenção, pode cair em um golpe achando que está sendo produtivo.

Casos assim ocorrem diariamente. A pergunta é: sua equipe saberia reconhecer e resistir a uma abordagem desse tipo?

Quais são os principais ataques de engenharia social usados contra empresas?

Diversas táticas podem ser usadas por criminosos para aplicar ataques de engenharia social. A seguir, listamos algumas dessas técnicas e como é possível se proteger desses ataques.

Vale lembrar que um dos pontos essenciais da engenharia social é manter uma aparente legitimidade. Por isso, em cada um desses casos, é importante manter a atenção e procurar por inconsistências. 

Entre as técnicas mais comuns de engenharia social para ataques estão:

  • Phishing: e-mails ou mensagens falsas que induzem o clique em links maliciosos ou o download de arquivos infectados.
  • Baiting: “iscas” que atraem a curiosidade da vítima, como pen drives deixados propositalmente em locais estratégicos, por exemplo.
  • Pretexting (ataque de pretexto): quando o golpista inventa uma situação fictícia (como ser do suporte técnico ou do financeiro) para obter informações.
  • Tailgating: acesso físico não autorizado à empresa, quando o invasor se aproveita da boa vontade de alguém para entrar no prédio, por exemplo.
  • Quid pro quo: é uma expressão em latim que indica a troca de favores. No contexto de ataques de engenharia social, significa algo como prometer suporte técnico em troca de dados de acesso.
  • DNS spoofing e cache poisoning: redirecionamento de tráfego para sites falsos, por meio de manipulação de dados DNS.
  • Scareware: mensagens alarmistas que induzem a instalação de softwares maliciosos, alegando, por exemplo, que o computador está infectado.
  • Distribuição de malware por correio tradicional: envio de mídias físicas (como CDs ou pen drives) com softwares maliciosos disfarçados.

Existem vários outros tipos de engenharia social e há exemplos de golpes combinando mais de uma técnica.

Quais são as melhores práticas para proteger sua empresa?

Como já ficou claro, proteger-se contra a engenharia social vai muito além de instalar antivírus ou firewalls.

É preciso desenvolver uma cultura de segurança sólida, que envolva todos os níveis da organização. E isso começa, antes de tudo, com as pessoas.

Educação e treinamento

Educar continuamente sua equipe é o primeiro passo. Seus colaboradores sabem identificar um golpe de phishing? Sabem como reagir diante de uma ligação suspeita ou de um pedido aparentemente inofensivo

 Investir em treinamentos recorrentes e simulações de ataque cria um ambiente mais consciente e menos vulnerável.

Políticas de segurança

Além disso, é essencial estabelecer políticas de segurança bem definidas. Procedimentos claros ajudam a evitar decisões precipitadas em momentos críticos. Cada colaborador deve saber, por exemplo, o que pode ou não ser compartilhado, como verificar a autenticidade de uma solicitação e quais são os canais oficiais de comunicação dentro da empresa.

Autenticação e controle de acesso

Outro ponto que não pode ser negligenciado é a autenticação. Reforçar o controle de acesso por meio de autenticação em dois fatores, revisões frequentes de senhas, tokens e biometria. 

São medidas que podem parecer simples, mas fazem toda a diferença para impedir o avanço de invasores que contam justamente com brechas humanas para agir.

Em resumo, prevenir ataques de engenharia social exige mais do que tecnologia: exige preparo, atenção e uma postura coletiva de proteção.

Como a inteligência analítica pode ajudar a prevenir ataques de engenharia social

Apesar do treinamento de colaboradores e parceiros ser essencial, ainda é possível ir além. Com ajuda de tecnologia de machine learning e data analytics é possível usar dados para prever e mitigar riscos.

A inteligência analítica é uma aliada poderosa na prevenção de ataques de engenharia social. Com ela, é possível mapear padrões de comportamento anômalos em tempo real envolvendo parceiros, colaboradores e outros stakeholders, por exemplo.

Ainda é possível criar alertas automatizados baseados em comportamento e contexto. Com ajuda de dados estruturados, as decisões podem ser mais proativas e certeiras.

Vale ressaltar que os engenheiros sociais não precisam invadir seus servidores. Com ajuda de Inteligência Artificial Generativa, eles só precisam de um e-mail bem escrito ou de uma ligação convincente. Por isso, investir em segurança cibernética, educação contínua e inteligência analítica não é mais um diferencial. É uma questão de sobrevivência. 

Para entender tudo isso na prática, confira o nosso case de sucesso com a Claro Brasil e saiba como as soluções da Neoway ajudam a empresa na área de compliance e fraudes para mitigar riscos, tornando o onboarding de clientes, funcionários, parceiros e fornecedores mais ágil e seguro:

Para saber mais sobre as soluções de prevenção de perdas da Neoway e como elas podem colaborar com sua política de segurança e proteger seus negócios, fale com um especialista.

Por 

Tiago Alcantara

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