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Como analisar o mercado de renda fixa no Brasil com dados únicos

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Índice

  • Cenário do mercado de renda fixa no Brasil
  • Relação entre renda fixa e inflação
  • Diferenças e formas de remuneração em renda fixa
    – Títulos prefixados: vantagens e riscos
    – Títulos pós-fixados​: vantagens e riscos
  • Como os dados ajudam as empresas a acompanhar o mercado de renda fixa
    – Taxas
    – Prazos
    – Indexadores
    – Volumes de emissão e negociação
  • Como analisar profundamente o mercado de renda fixa com dados únicos
  • Conclusão

Desde o fim de 2023, o mercado de renda fixa brasileiro voltou ao radar dos investidores

Com a taxa Selic mantida em patamares elevados e o cenário inflacionário ainda em foco, produtos de renda fixa no Brasil vêm retomando protagonismo, não só em volume sob custódia, mas também em captação de emitentes corporativos e bancários.

O que torna esse momento especialmente propício para uma análise mais refinada é a quantidade, qualidade e granularidade dos dados disponíveis: desde volumes captados em debêntures, CRIs, LCIs/LCAs, até estoques de CDBs e o perfil dos investidores.

Esses dados permitem ir além dos indicadores genéricos e capturar tendências estruturais como a evolução dos spreads de crédito, o comportamento de risco e a sensibilidade às expectativas de inflação e política monetária.

Neste artigo, vamos mostrar como usar dados únicos para avaliar o mercado de renda fixa no Brasil, equipando especialistas com ferramentas analíticas que permitam identificar oportunidades, antecipar riscos e construir cenários mais precisos de alocação e precificação.

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Para obter mais informações sobre como tratamos os seus dados pessoais, consulte a nossa Política de Tratamento de Dados e de Privacidade do Site Neoway.

Cenário do mercado de renda fixa no Brasil

O Brasil vive um momento de juros elevados, o que tem favorecido o mercado de renda fixa. 

A taxa Selic está em 15% ao ano (06/10/2025), um dos patamares mais altos desde 2006, o que reforça o apetite por ativos pós-fixados.

Esse cenário também intensifica a atratividade de instrumentos de captação bancária, como CDBs, LCIs e LCAs, sobretudo para investidores que buscam proteção contra inflação e preservação de capital real.

Em paralelo, observa-se um forte crescimento tanto nos estoques quanto na participação de investidores em diversas linhas de renda fixa. 

No primeiro semestre de 2025, o estoque de títulos de renda fixa de captação bancária registrou alta de cerca de 15%, ultrapassando R$5,7 trilhões, de acordo com a B3

Produtos como LCIs, LCAs e Letras Financeiras lideram ganhos percentuais, impulsionados também por mudanças regulatórias como redução de prazos mínimos, anunciada em maio.

A renda fixa corporativa (debêntures, CRI/CRA, notas comerciais etc.) também segue em expansão: o estoque estava em torno de R$1,7 trilhão no meio de 2025, com destaque para notas comerciais, que tiveram crescimento de aproximadamente 17%. 

Além disso, há um movimento relevante de investidores pessoa física migrando para renda fixa diante das incertezas macroeconômicas. 

Os últimos boletins da B3 mostram que o número de CPFs com aplicações em renda fixa aumentou cerca de 20% entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, alcançando mais de 100 milhões de investidores, com R$2,8 trilhões em custódia.

Esse avanço evidencia não apenas a busca por retornos estáveis, mas também uma migração tática de parte dos portfólios para reduzir exposição à renda variável e a volatilidade cambial.

Relação entre renda fixa e inflação

No mercado brasileiro de renda fixa, entender a relação entre juros e inflação é a peça-chave para decisões inteligentes de alocação. 

A taxa nominal dos ativos de renda fixa, especialmente os pós-fixados e os indexados ao IPCA, embute as expectativas inflacionárias futuras. Em outras palavras, o que mais importa é o retorno real, descontado a inflação

No Brasil, títulos como o Tesouro IPCA+ são instrumentos criados justamente para proteger o investidor desse efeito. Eles combinam uma taxa fixa à variação do IPCA, garantindo que o poder de compra não se perca ao longo do tempo. 

Em contrapartida, papéis prefixados ou indexados ao CDI/Selic ficam mais vulneráveis em cenários em que a inflação se eleva acima das estimativas,  já que parte do retorno tende a ser corroída.

Atualmente, essa dinâmica está bastante presente. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses gira em torno de 5,13% (dados até agosto de 2025), enquanto a Selic está em 15% ao ano, o que resulta em um juro real elevado para os padrões históricos brasileiros. Essa diferença entre juros nominais e inflação é o que mantém a renda fixa no centro das atenções dos investidores.

Diferenças e formas de remuneração em renda fixa 

A distinção entre títulos prefixados e pós-fixados é essencial para quem gerencia portfólios em renda fixa. 

Nos prefixados, a taxa de retorno nominal é definida no momento da compra, ou seja, o investidor sabe exatamente quanto vai receber se mantiver o papel até o vencimento.

Já nos pós-fixados, o rendimento varia de acordo com um indexador (como Selic, CDI ou IPCA), e a remuneração final só é conhecida no resgate.

Títulos prefixados: vantagens e riscos

Vantagens

  • Previsibilidade do fluxo de caixa: importante para quem tem obrigações futuras bem definidas;
  • Potencial de ganho relevante: caso as taxas de juros no mercado caírem depois da aquisição, refletindo na valorização do título;
  • Bom ponto de ancoragem para calibrar expectativa de retorno real, se antecipar queda de juros.

Riscos

  • Marcação a mercado pode gerar prejuízo em caso de venda antecipada, especialmente se as taxas subirem;
  • Risco de taxas nominais não cobrirem inflação futura refletindo em um retorno real negativo;
  • Sensibilidade maior a cenários de juros, curva de juros e política monetária.

Títulos pós-fixados​: vantagens e riscos

Vantagens

  • Melhor proteção contra subidas inesperadas de taxa de juros ou choques inflacionários (se indexado ao IPCA);
  • Menor risco de perdas por marcação a mercado em horizontes curtos, dependendo do indexador.
  • Mais adequado para investidores com horizonte flexível ou necessidade de liquidez, porque a remuneração varia com as condições de mercado;

Riscos

  • Retorno incerto: a variação do indexador afeta diretamente o que você vai ganhar. Se inflação ou juros subirem acima do esperado, isso pode ajudar, mas se caírem, vai pesar negativamente;
  • Nos híbridos, parte do retorno é fixa (prefixada), o que expõe o título ao risco de inflação acima da estimativa ou à variação de juros real;
  • Quando se vende antes do vencimento, mesmo os pós-fixados ou híbridos podem sofrer perdas de valor de mercado, especialmente se houver uma mudança de curva de juros ou expectativas macroeconômicas.

Como os dados ajudam as empresas a acompanhar o mercado de renda fixa 

Em um mercado de renda fixa em plena expansão, acompanhar apenas os movimentos de taxa não basta. 

As empresas que se destacam hoje são aquelas que transformam dados em visão estratégica. É exatamente isso que soluções como o Datawise Reports e UP2DATA, da Neoway e B3, viabilizam.

Com acesso a informações consolidadas sobre taxas, prazos, indexadores e volumes de emissão e negociação, o Datawise Reports permite analisar o mercado de forma granular, identificando padrões que muitas vezes passam despercebidos em análises tradicionais.

Mais do que acompanhar o que já aconteceu, os dados ajudam a antecipar movimentos. 

Ao cruzar histórico, tendências e novas emissões, é possível enxergar mudanças na inclinação da curva, reprecificação de risco e evolução de setores mais ativos em captação.

Em outras palavras, o Datawise Reports transforma a complexidade da renda fixa em inteligência acionável, apoiando desde análises de crédito e risco até estratégias de funding e monitoramento de mercado.

Taxas

As taxas de juros prefixadas, pós-fixadas ou híbridas, revelam como o mercado está precificando o risco e ajustando suas expectativas de inflação. 

Prazos

Já o acompanhamento dos prazos de vencimento ajuda a entender o comportamento dos emissores e o grau de confiança dos investidores em diferentes horizontes.

Indexadores

Os indexadores, como CDI, Selic e IPCA, sinalizam o tipo de proteção buscada: liquidez, previsibilidade ou rentabilidade real.

Volumes de emissão e negociação

Quando analisados em conjunto com o volume negociado, formam um retrato claro do apetite do mercado e da direção dos fluxos de capital.

Como analisar profundamente o mercado de renda fixa com dados únicos

Para tomar decisões mais estratégicas, automatizar processos de monitoramento e rentabilizar a carteira de clientes, conte com soluções que ofereçam dados únicos para analisar e acompanhar o mercado de capitais.

DataWise Reports

O DataWise Reports possibilita a construção de estratégias mais direcionadas ao considerar informações consolidadas de negociação e pós-negociação dos instrumentos do mercado de balcão

Também é possível acessar relatórios analíticos que contemplam derivativos, captação bancária, COE, crédito privado, entre outros, por meio de dashboards padronizados ou personalizados em tela, download de conteúdos e consumo via API de arquivos. 

As customizações ocorrem de acordo com as necessidades da instituição financeira. 

UP2DATA

Para acessar dados consolidados dos mercado de balcão e acompanhar as movimentações de ativos de crédito privado como CRI, CRA e Debentures por meio de informações organizadas e padronizadas, utilize o UP2DATA.

Um serviço de distribuição de dados referenciais de final de dia para análises de fechamento de carteira, precificação de ativos, cálculos de riscos e muito mais. 

Confira alguns benefícios da solução:

  • Dados B3: dados precisos e atualizados, com a chancela da B3, garantindo confiabilidade para decisões estratégicas e mitigação de riscos.
  • Visão ampliada do mercado: dados consolidados de mercados listados e balcão, oferecendo uma análise mais completa e competitiva.
  • Automação: elimina o trabalho manual ao integrar os dados enviados, permitindo a criação de rotinas que consolidam, verificam e processam as informações sem intervenção humana.
  • Visibilidade e previsão: monitoramento automatizado para capturar atualizações em tempo real e garantir decisões mais ágeis.

Conclusão

O ciclo atual de juros e inflação devolveu protagonismo à renda fixa e exigiu uma análise mais técnica e baseada em dados. 

Com a Selic elevada e o IPCA ainda no radar, entender a dinâmica entre taxas, prazos e indexadores é essencial para decisões de alocação mais inteligentes.

Ferramentas como o Datawise Reports, da Neoway, permitem enxergar o mercado em profundidade, acompanhando volumes, emissões e comportamento dos investidores e transformando dados em vantagem competitiva.

Mais do que acompanhar o movimento da renda fixa, quem usa dados de qualidade consegue antecipar tendências, calibrar estratégias e entender o ritmo real do mercado brasileiro.

Para saber mais detalhes sobre as soluções, fale com um de nossos especialistas e saia na frente nas análises do mercado de capitais.

Por 

Carolina Dias dos Santos

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