Índice
- Cenário da educação financeira no Brasil
- Desafios da educação financeira no Brasil
- Importância da educação financeira de clientes de investimentos
– Perfil do investidor brasileiro
– Maturidade financeira - Como potencializar a educação financeira da carteira de clientes da sua instituição financeira
Falar sobre educação financeira no Brasil é falar de urgência. Enquanto o número de brasileiros endividados ultrapassa os 78% segundo a CNC, cresce também o apelo por soluções rápidas para enriquecimento, como jogos de apostas. A verdade é que, sem informação qualificada, não há construção de patrimônio que resista. E é justamente aí que mora o papel das instituições financeiras: educar, orientar e entregar mais do que produtos: entregar contexto.
Em países como os Estados Unidos, quase 60% da população investe na bolsa. No Brasil, esse índice gira em torno de 4%. A baixa representatividade revela um abismo educacional, mas também uma oportunidade de liderança para quem atua no setor. Afinal, promover o acesso à educação financeira passa por entender quem são as pessoas que já investem. Quais as profissões? Que faixa etária concentram? Onde vivem?
A educação financeira começa com dados sobre quem investe, e com o reflexo sobre quem ainda está de fora. Ao analisar o perfil desses grupos, as instituições financeiras conseguem ajustar o tom da conversa, personalizar jornadas e criar soluções mais conectadas com a realidade de seus públicos.
No artigo de hoje, exploramos como a inteligência de dados pode transformar a educação financeira no Brasil.
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Cenário da educação financeira no Brasil
O brasileiro tem acesso ao sistema financeiro, mas ainda não domina seus códigos. Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil figura entre os países com menor índice de educação financeira entre os adultos, atrás de economias como Indonésia, Chile e Colômbia. Conceitos como inflação, juros compostos ou diversificação seguem sendo desafios para a maioria da população.
Mesmo com o aumento da inclusão bancária, menos de 10% da população investe regularmente, segundo dados da Anbima. E entre os que investem, muitos o fazem sem conhecimento técnico, guiados por dicas informais ou promessas de ganhos rápidos.
Essa fragilidade começa cedo. Uma pesquisa da Serasa em parceria com a Opinion Box mostra que seis em cada dez jovens não tiveram contato significativo com educação financeira em casa. Ou seja, grande parte da população entra na vida adulta sem saber como gerenciar o próprio dinheiro.
Desafios da educação financeira no Brasil
Falar de dinheiro ainda é tabu em muitos lares brasileiros. A cultura do consumo, somada ao fácil acesso ao crédito e à normalização do parcelamento, torna o imediatismo uma armadilha comum, especialmente para quem não teve acesso a conteúdos educativos sobre planejamento e finanças.
Ao mesmo tempo, cresce o apelo de fórmulas mágicas. Em um cenário em que mais de 78% da população está endividada, o mercado de apostas e as promessas de enriquecimento rápido se tornam perigosas alternativas à educação financeira.
O desafio: ampliar o acesso à informação e personalizar a jornada de educação financeira com base em dados reais sobre quem investe e quem ainda não investe.
Importância da educação financeira de clientes de investimentos
Perfil do investidor brasileiro
Entender o perfil do investidor é o primeiro passo para promover educação financeira de forma mais estratégica e direcionada.
Um estudo exclusivo da Neoway e da B3, com dados da plataforma Indicadores de Investimentos (março/2025), revelou perfis diversos entre os investidores da bolsa, reforçando como a segmentação por profissão, faixa etária e região pode ajudar instituições financeiras a personalizarem suas ações e produtos.
Contadores lideram o número de investidores entre as profissões analisadas, somando mais de 393 mil investidores. Com forte presença nas faixas etárias de 26 a 55 anos, mostram familiaridade com os números e buscam nos investimentos uma forma de potencializar a renda e o patrimônio.
Leia mais: Raio X do Investidor Brasileiro: perfis, padrões e comportamentos
Dentistas, por sua vez, somam mais de 187 mil investidores. A maioria é mulher, refletindo o perfil da própria profissão. A faixa etária predominante também vai dos 26 aos 55 anos, evidenciando um público que combina maturidade profissional com planejamento financeiro.
Arquitetos, médicos, engenheiros e advogados também compõem esse recorte, todos com características marcantes: presença significativa de mulheres entre arquitetos e advogados; maturidade mais elevada entre médicos, com predominância de investidores entre 56 e 85 anos e um perfil majoritariamente masculino entre médicos e engenheiros, que se concentram em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Os dados mostram que há perfis variados de investidores, e que cada um deles carrega demandas e potenciais diferentes. Personalizar a jornada de educação financeira no Brasil passa por compreender essas particularidades.
Maturidade financeira
Apesar do aumento do número de investidores pessoa física nos últimos anos, o estudo mostra que menos de 1% desses profissionais atua com day trade, o que sugere um foco em estratégias de longo prazo. Esse dado é um indicativo importante de maturidade financeira, especialmente entre profissões historicamente associadas à estabilidade de renda e planejamento.
Ainda assim, o desafio continua sendo o mesmo: levar conteúdo de qualidade para quem ainda investe com base em achismos ou dicas informais. As instituições financeiras têm um papel central em transformar esse cenário, fornecendo não só produtos, mas também informação, contexto e visão de futuro.
Leia mais: Raio-X do mercado de empréstimo de ativos no Brasil
Com inteligência de dados, é possível entender o grau de conhecimento dos investidores em diferentes perfis e momentos de vida. E a partir disso, educar com precisão, propósito e estratégia.
No vídeo abaixo, veja como identificar clientes com perfil day trader e transformar esse dado em estratégia de negócios:
Como potencializar a educação financeira da carteira de clientes da sua instituição financeira
As instituições financeiras contam com uma solução completa para descobrir a maturidade financeira dos seus clientes e construir estratégias direcionadas à rentabilização da carteira de investidores PF e PJ por meio de conteúdos educacionais.
A solução de Indicadores de Investimentos reúne o melhor de dois mundos: a credibilidade da B3 com a inteligência de dados da Neoway, e oferece uma perspectiva única sobre o potencial de investimentos e construção de patrimônio dos clientes da instituição financeira, além de possibilitar a rentabilização da carteira de clientes.
Os times estratégicos podem priorizar e segmentar a carteira de clientes de investimentos de forma direcionada. Por meio de dados únicos que ultrapassam a perspectiva interna da instituição, a solução traz insights valiosos sobre o comportamento dos investidores frente à concorrência, entre outras possibilidades.
Vale lembrar que todos os dados podem ser integrados por meio de uma API ou qualquer outra plataforma da sua preferência.
Para entender na prática o uso da inteligência de dados nas instituições financeiras, veja o nosso case de sucesso com a Genial Investimentos e saiba como a empresa utiliza a solução de Indicadores de Investimentos, a qual contribui na sua rotina e identifica os clientes com real potencial de investimento:
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