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Risco de conduta corporativa: O que é, e como gerenciar

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Saiba o que são riscos corporativos e veja exemplos de como geri-los da melhor maneira. Descubra como a Neoway pode ajudar a sua empresa.

Risco corporativo pode ser definido como eventos que afetam, de alguma forma, o cumprimento dos objetivos de uma empresa, interferindo, positiva ou negativamente sua habilidade de gerar valor. Mas, e o que é risco de conduta corporativa?

O risco de conduta corporativa é quando a organização toma decisões ou se comporta de uma maneira que a coloca de frente a estes eventos, assumindo completamente as consequências, boas ou ruins, desta ação.

No cenário econômico global atual, por exemplo, conjunturas internacionais, instabilidades econômicas e questões políticas formam um panorama complexo que podem afetar o bom funcionamento das empresas.

Essa complexidade traz para a realidade das organizações uma série de fatores que nem sempre estão sob seu controle, causando um grau de instabilidade que demanda das empresas capacidade e maturidade para lidar com as adversidades.

Neste cenário, é preciso buscar por ações de gestão de riscos corporativos, que ajudam a evitar prejuízos legais, financeiros e institucionais para as organizações.

Neste post, entenda o que são riscos corporativos, e o que é risco de conduta, veja exemplos de como geri-los da melhor maneira e descubra como a Neoway pode ajudar a sua empresa.

Acompanhe!

O que é risco corporativo?

Como falamos, risco corporativo são eventos que afetam, de alguma forma, o cumprimento dos objetivos de uma empresa.

Em outras palavras, são situações que impactam de forma direta a organização, podendo gerar reflexos positivos ou negativos.

Vale reforçar quando falamos de riscos corporativos, é necessário ter em mente que riscos não significam, necessariamente, algo ruim ou prejudicial para a empresa – embora a palavra traga essa conotação.

De fato, os riscos corporativos podem ser vistos tanto como potenciais ameaças quanto também como oportunidades.

Isso acontece porque, para a existência do risco, são necessários dois elementos fundamentais: exposição e incerteza.

Caso essas duas características não se apresentem concomitantemente na situação a ser enfrentada, não há risco.

E é por isso que quando falamos em risco não nos referimos apenas à perspectiva de perda ou dano.

Pelo contrário: em muitos casos, manter o foco somente em reduzir a exposição aos riscos pode reduzir o potencial de oportunidades da empresa.

Por isso, saber como geri-los é parte crucial do processo de tomada de decisão.

Exemplos de riscos corporativos

Imagem02 Exemplos De Riscos Corporativos

Embora existam classificações distintas, de uma maneira geral, existem três tipos de riscos corporativos. São eles:

Risco estratégico

Ocorre quando o ambiente externo à empresa provoca situações que impedem o seu crescimento e, como consequência, o retorno de valor para seus acionistas.

Esse tipo de risco também pode ocorrer por conta de um planejamento estratégico inadequado.

Como exemplo, podemos citar as mudanças na tecnologia, situações envolvendo a reputação da marca, concorrentes que não foram previstos ou que foram previstos, mas não considerados no planejamento, conjunturas internacionais, entre outros.

Risco financeiro

Consiste na possibilidade de perdas no mercado financeiro. São situações que envolvem crédito, taxa de juros, inflação, desvalorização da moeda frente a outras etc.

Risco operacional

Ocorre quando a perda advém de falhas – seja por erro ou má fé – na gestão de pessoas, processos, tecnologias, no uso de informações, eventos extremos, entre outras.

Riscos de segurança da informação

É uma subdivisão pertencente aos riscos operacionais. São situações em que a informação está sujeita a ações (acesso, compartilhamento, alterações) não autorizadas, que podem alterar seu valor ou torná-las inutilizáveis pela organização.

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Afinal, o que é risco de conduta corporativa?

Riscos de conduta podem ser definidos de maneiras distintas. De fato, diversas instituições internacionais contam com suas próprias categorizações. Vamos conhecer algumas.

De acordo com relatório do Comitê Europeu do Risco Sistêmico:

“O risco de má conduta abrange os riscos associados à forma como uma empresa e o respectivo pessoal se comportam. Por conseguinte, inclui o modo como os clientes e os investidores são tratados, a venda abusiva de produtos financeiros, a infração de normas e a manipulação dos mercados”.

Definição semelhantes é dada pela Comissão de Investimentos e Valores Mobiliários da Austrália, que afirma:

“O risco de conduta é o risco de um comportamento inadequado, não ético e ilícito, pela administração ou pelos trabalhadores de uma organização. Essa conduta pode ser provocada por ações deliberadas ou inadvertidas e por desajustamentos nas práticas, estruturas ou programas educativos de uma organização”.

Vale ainda destacar o que diz a Autoridade Monetária de Singapura. De acordo com a instituição:

“O risco de conduta de mercado é o risco de perdas ou danos para os consumidores e contrapartes decorrente de práticas indesejáveis por uma instituição e seus representantes, bem como da incapacidade ou da falta de vontade em cumprir os requisitos do mercado e da conduta comercial”.

Embora ligeiramente distintas, essas definições ajudam a estabelecer que os riscos de conduta:

  • Causam (ou trazem a perspectiva de) perda para a instituição e para a sociedade;
  • Decorrem, sobretudo, do conflito de interesses, de práticas dolosas ou negligentes e/ou da oferta de serviços inadequados;
  • Ocorrem em detrimento dos clientes.

Qual a importância da gestão de riscos corporativos para o sucesso do negócio?

A gestão de riscos corporativos é uma atividade de cunho estratégico que visa a reduzir esses riscos, bem como minimizar a ocorrência de falhas, perdas e incertezas.

Para que isso seja possível, esse processo deve ocorrer de maneira contínua, envolvendo organização, planejamento e o controle de recursos – humanos e materiais – de uma empresa.

O sucesso na gestão de riscos permite a uma empresa identificar, medir e gerenciar, consistentemente, sua exposição a perdas e riscos, administrando-os dentro dos limites tolerados.

Assim, a organização consegue ajustar seus recursos aos riscos, tornando-se mais sólida financeiramente.

Como resultado desse processo, uma gestão de riscos efetiva é capaz de aumentar o valor da empresa, tornando-a mais hábil para administrar as incertezas e aproveitar as oportunidades a elas associadas de modo a gerar mais valor ao mercado.

Outro ponto fundamental é como a gestão de riscos corporativos influencia diretamente no processo de tomada de decisões estratégicas.

No mercado atual, não há retorno sem riscos. Saber lidar e escolher os riscos certos exige maturidade na gestão da empresa.

E isso passa por assegurar a conformidade da organização já nos estágios iniciais, ou seja, passa pelas práticas de compliance.

Em um momento mais avançado, entra em cena a Inteligência de Risco, ferramenta que fornece à empresa diferenciais competitivos, justamente por sua capacidade de saber escolher os riscos que deve tomar e quais resultados esperar.

Nesse sentido, é interessante notar que, se previsibilidade e controle sustentavam as práticas corporativas até então, hoje a imprevisibilidade, a incerteza e a experimentação integram o planejamento estratégico de uma organização.

Por meio do monitoramento e do acompanhamento constante, a empresa consegue realizar diagnósticos acertados que permitam corrigir fragilidades e deficiências, e acertar os rumos.

Assim, a organização melhora sua capacidade de identificar desafios e oportunidades, aumentando o grau de maturidade da sua gestão e tornando-se mais competitiva.

Como fazer a gestão de riscos corporativos

Imagem03 Como Fazer A Gestao De Riscos Corporativos

Mapeamento de riscos corporativos

Empresas funcionam de maneiras diferentes, com valores, processos, sistemas, diretrizes e modelos de gestão distintos, específicos de cada organização.

Por conta disso, é necessário que cada ambiente organizacional seja compreendido e mapeado com o objetivo de levantar suas vulnerabilidades e seus controles.

Nesse sentido, é justamente por conta das peculiaridades de cada negócio que cabe a cada empresa determinar o modelo de análise de riscos que executará, levando em conta seu próprio contexto.

Por exemplo: a empresa está na fase inicial ou já é madura? É líder de mercado ou tenta ascender?

Para executar esse mapeamento de forma eficiente, a empresa pode partir da definição dos seus processos críticos – como comercialização, venda, controles financeiros – e de áreas sensíveis, como comercial, suprimentos e logística.

Uma vez que foram identificadas as vulnerabilidades da organização, a etapa seguinte é o reconhecimento dos potenciais riscos que podem afetar o negócio e seu funcionamento.

Por exemplo: aumento de custos, falta de controle de caixa, descumprimento das regras de compliance, entre outros.

Avaliação de riscos

Um dos objetivos-chave da gestão de risco é a geração de valor para a empresa. Dessa forma, como comentamos, nem todo o risco merece ser mitigado, devendo-se analisar sua relação custo-benefício.

Mas como a empresa pode saber qual risco deve ser priorizado?

A priorização dos riscos deve considerar o impacto que pode trazer para a organização.

Deve levar em conta também a dimensão das consequências e a análise de probabilidade de que o evento ocorra, levantando ainda as chances de que cada vulnerabilidade tenha de ser explorada.

Para cada tópico detectado, recomenda-se atribuir uma pontuação de acordo com uma escala predeterminada pela empresa.

Assim, com base nessas análises, é possível averiguar o grau de criticidade dos riscos e estabelecer uma ordem de priorização, do mais alto para o mais baixo.

Leia mais em Monitoramento de riscos: tenha processos contínuos para perfis de interesse

Definição de soluções

Uma vez feita a avaliação e hierarquização dos riscos, é necessário criar estratégias para mitigação, além de planos preventivos e de contingência.

Em outras palavras, nesta etapa, devem ser estipuladas as ações que serão colocadas em prática para reduzir a exposição da empresa aos riscos, especialmente àqueles de alta criticidade.

Para definir essas estratégias, é preciso considerar ações de toda a sorte, como revisão de processos, criação de mecanismos de controle e monitoramento, criação de relatórios de desempenho.

Caso seja possível, o estabelecimento de uma área voltada especificamente para a gestão de riscos e governança corporativa.

Quais os maiores desafios na gestão de riscos corporativos?

Imagem04 Maiores Desafios Na Gestao De Riscos Corporativos

Um dos principais desafios na gestão de riscos é mensurá-los de maneira desajustada.

Equívocos na identificação desses riscos podem gerar impactos em todas as demais áreas, afetando, inclusive, os stakeholders da empresa.

Ineficiência de gestão

Efetividade foi uma palavras muito utilizada até agora. E é fácil entender o porquê: quando um risco é iminente, cabe ao profissional ou setor responsável tomar a frente e guiar a equipe em busca da solução mais apropriada.

Por outro lado, se as medidas para amortecer esses impactos não forem suficientemente eficazes, a empresa pode enfrentar grandes perdas.

Gerenciamento de regulamentações

Como vimos, compliance é um termo muito presente quando o assunto é gestão de risco. Afinal, estar em conformidade com as regulamentações deve ser uma das maiores preocupações das organizações.

No entanto, gerenciar de maneira apropriada a implementação dessas regulamentações nos processos da empresa pode ser uma tarefa bastante complicada.

Isso porque as normas e leis costumam mudar com frequência, tornando a compreensão do seu impacto nas diferentes áreas da empresa imprevisível.

Sendo assim, a conformidade com as regulamentações vigentes devem ser feita de modo a minimizar seu impacto no negócio, assegurando que não ocorram alterações nas estratégias a menos que todos os riscos tenham sido identificados e avaliados.

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Comunicação com executivos

A gestão de riscos em uma empresa deve partir de uma definição conjunta de como a organização deve se portar diante deles.

Para isso, é necessário que essas informações sejam partilhadas com os executivos da empresa, detalhando a forma como os riscos não cobertos podem afetá-la.

Nesse ponto, é preciso que haja uma compreensão de que os riscos, bem como o desenvolvimento do negócio, afetam a rentabilidade da empresa.

Assim, deve haver um alinhamento entre os indicadores relacionados aos riscos e as avaliações de desempenho que chegam às mãos dos executivos.

Conscientizá-los sobre os riscos é parte fundamental de todo o processo. Por isso, os responsáveis pela gestão de riscos devem lançar mão de métricas acertadas.

Devem ainda participar do processo de tomada de decisões na empresa, envolvendo-se nas discussões sobre preços, produtos e utilização de recursos.

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Mudanças na tecnologia

Vimos que as mudanças na tecnologia estão no guarda-chuva dos riscos estratégicos de uma empresa. Mas por que isso acontece?

O surgimento de tecnologias disruptivas, sobretudo aquelas relacionadas à digitalização dos processos – incluindo produtos e serviços – pode aumentar as chances de comprometimento dos dados.

Nesse caso, a gestão de riscos deve envolver diretamente a equipe de TI com o objetivo de avaliar o nível de resiliência dos sistemas contra ataques e possíveis brechas que as novas ferramentas possam apresentar.

Mudança de cultura

Um dos maiores desafios do processo de gestão de riscos é a transformação da cultura organizacional, de modo a conscientizar colaboradores e gestores sobre o papel que eles desempenham em relação à tolerância ao risco.

Para que a gestão seja eficiente, é preciso que toda a organização esteja engajada e seja incentivada a auxiliar no processo.

Isso pode trazer benefícios interessantes para a empresa, ajudando a reduzir impactos negativos para o ambiente em que ela está inserida, auxiliando na alocação adequada de recursos e embasando uma melhor tomada de decisão, em nível operacional e estratégico.

Como a Neoway pode ajudar na gestão de risco corporativo?

Imagem05 Como A Neoway Ajuda Na Gestao De Risco Corporativo

O uso de Big Data Analytics vem revolucionando a gestão de riscos corporativos, permitindo a redução de custos e fornecendo mais precisão e agilidade às análises.

Com apenas um sistema, é possível unificar diferentes fontes de pesquisa, de forma a contar com dados sempre atualizados dos órgãos reguladores e de outras entidades públicas.

Isso permite à empresa fazer previsões de conduta e contar com uma solução mais efetiva para a prevenção de atividades suspeitas ou fraudulentas.

O uso de Big Data Analytics na gestão de risco pode trazer inúmeras possibilidades e benefícios. Os principais são:

  • Avaliação de risco operacional;
  • Gestão da carta de crédito;
  • Identificação de fraudes;
  • Medição de graus de inadimplência;
  • Precificação da carteira;
  • Prevenção à lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
  • Recuperação de ativos (extrajudicial ou já judicializados);
  • Simulações para concessão de crédito.

Vale destacar, ainda, que o uso dessas tecnologias na gestão de riscos corporativos aumenta a capacidade da empresa de economizar recursos, uma vez que otimiza todo o processo.

Além disso, a organização pode contar com um um time mais enxuto, sem abrir mão de análises profundas.

Tudo isso é fundamental para evitar prejuízos – financeiros e de imagem – e colocar-se à frente da concorrência.

A Neoway, por meio das suas soluções de Risk & Compliance, oferece uma plataforma completa.

A Plataforma faz uso de tecnologias como Big Data Analytics e Inteligência Artificial para compilar, analisar e disponibilizar milhões de dados de diferentes públicos de maneira simples e eficiente.

As principais funcionalidades da ferramenta são:

  • Acesso a informações sobre empresas e pessoas;
  • Análise de grupos econômicos;
  • Geração de relatórios a cada etapa do processo;
  • Identificação de conflitos de interesse;
  • Identificação de mídia negativa;
  • Mapeamento de riscos em redes de relacionamento de acordo com as políticas de compliance de cada negócio;
  • Monitoramento contínuo dos públicos de interesse com alertas em caso de alterações;
  • Realização de análise reputacional e de diligência contínua.

Saiba mais sobre as soluções Neoway em Gestão de riscos de ponta a ponta com inteligência de dados e automação.

Conclusão

A gestão de riscos corporativos é prática essencial para o bom funcionamento das organizações.

Além de mitigar potenciais prejuízos e perdas, uma gestão eficiente facilita a identificação de oportunidades e proporciona uma administração de incertezas mais robusta.

Em um mercado altamente volátil, jogar com imprevisibilidade faz parte das estratégias competitivas.

No entanto, para isso, é preciso que a empresa saiba reconhecer, analisar e quantificar os potenciais riscos e seus possíveis impactos.
As organizações que dominam esse processo mantêm-se um passo à frente dos seus competidores e lidam melhor com as variações do mercado.

A Plataforma Neoway Risk & Compliance é capaz de oferecer uma gama de soluções para gestão de compliance e monitoramento contínuo de riscos.

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Para conhecer mais detalhes das nossas soluções, entre em contato com os especialistas da Neoway.

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A Neoway é a maior empresa da América Latina de Big Data e Inteligência Artificial para negócios. Desde 2002, desenvolvemos soluções que dão produtividade e precisão para marketing, vendas, compliance, jurídico, crédito e fraude em setores como finanças, tecnologia, seguros, bens de consumo e saúde. Nossos redatores escrevem sobre tecnologia, negócios e suas intersecções.
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