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Marketing jurídico: O que é, como fazer e limitações legais

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Veja o que é marketing jurídico, por que ele é importante, quais sãos as limitações, como fazê-lo e quais as melhores estratégias para redes sociais.

O marketing jurídico é importantíssimo para o sucesso de profissionais e empresas da área de advocacia. Saber como divulgar seus serviços sem ferir os preceitos éticos da profissão é um passo fundamental para captar novos clientes e crescer no mercado.

Neste post, veja o que é marketing jurídico, por que ele é importante, quais são as limitações impostas pela OAB, como fazê-lo e quais as melhores estratégias para as redes sociais. Acompanhe!

O que é marketing jurídico?

Marketing jurídico é um conjunto de estratégias utilizadas no meio da advocacia para que advogados e escritórios de advocacia fortaleçam sua imagem, ganhem visibilidade, deem publicidade aos seus atos e conquistem seu espaço no mercado.

Dessa forma, o marketing jurídico é composto por diferentes técnicas para atrair e conquistar novos clientes, por meio da ênfase nos diferenciais competitivos da empresa ou do profissional.

Tudo isso, porém, deve ser feito sem ir ferir o que preconiza o Código de Ética e Disciplina da OAB. O Capítulo VIII afirma que:

“A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão”.

Leia mais: Entenda o conceito de jurimetria e seus pilares

Por que fazer marketing jurídico?

Imagem02 Por Que Fazer Marketing Juridico

Ser destaque no mercado

Assim como acontece em diversas outras áreas, o marketing no setor jurídico permite aos escritórios e profissionais da advocacia mostrar o valor (no sentido de utilidade) dos serviços que prestam.

Isso é fundamental para ganhar destaque no mercado porque permite aos potenciais clientes distinguir entre diferentes opções.

Melhorar o relacionamento com os clientes

Muito da advocacia se baseia em confiança. Nesse sentido, o marketing jurídico é uma forma de manter constantemente ativo o relacionamento com o cliente.

Também é uma estratégia fundamental para fidelização, pois ajuda a manter o nome do escritório ou do profissional sempre em mente quando a necessidade surgir.

Lidar com potenciais novos clientes

Não é só da relação com os clientes atuais que vive o marketing jurídico. Relacionar-se com o público em geral – nas redes sociais, por exemplo – é um passo de extrema importância para manter contato com novos possíveis clientes.

Aumentar lucros

Se o marketing jurídico ajuda a manter os clientes atuais e a atrair novos contratantes, é natural que esse conjunto de estratégias também colabore para melhorar os rendimentos que o escritório ou advogado conseguem com seus serviços. É uma questão quantitativa.

Construir autoridade

Marketing jurídico vai além de relacionamento. Por meio da produção de conteúdo relevante, que seja capaz de ajudar as pessoas, o profissional ou escritório de advocacia passa a ser visto como autoridade no assunto.

E se há pouco falamos que a confiança é um ponto fundamental nesse mercado, ser considerado uma referência por clientes e outros usuários é essencial para conquistar novos serviços e aumentar as chances de sucesso.

Criar boa reputação

Junto com a autoridade, a boa reputação é outro fator preponderante para que um escritório de advocacia ou um advogado seja contratado.

Pela combinação de tudo o que citamos anteriormente, é possível não apenas atrair e fidelizar clientes, como também torná-los defensores da marca que colaboram para espalhar a reputação dos bons serviços prestados. Isso é fundamental em um mercado competitivo.

Foco no que realmente importa

O marketing jurídico é uma estratégia que demanda paciência. No entanto, a partir do momento em que há uma planejamento sólido e as boas práticas são bem assimiladas, já não haverá espaço para incertezas e preocupações.

Com isso, o advogado ou o escritório de advocacia podem focar no que realmente importa: o exercício da sua profissão. E isso é um passo crucial para oferecer serviços cada vez melhores.

Atingir metas

Investir em marketing jurídico é uma das melhores saídas para alcançar as metas de crescimento propostas.

Baseando-se nas metas que foram estabelecidas, é possível alinhar as ações de marketing jurídico no seu cumprimento, para que elas sejam alcançadas de maneira mais rápida.

Particularidades do marketing jurídico: quais são as limitações legais

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A OAB possui regras e normas bem claras a respeito da atuação dos profissionais da advocacia, e com a prática do marketing jurídico não é diferente.

Com o objetivo de limitar a atuação antiética e possíveis desvios de conduta, o órgão estipula o que pode e o que não pode ser feito.

O objetivo não é outro senão proteger a classe e garantir a credibilidade e dignidade da profissão.

O que pode

  • Comparecer a eventos;
  • Dar palestras;
  • Disponibilizar dados para contato;
  • Manter um site e divulgá-lo;
  • Publicar anúncios em publicações jurídicas;
  • Publicar anúncios na internet;
  • Publicar conteúdo educacional e informativo;
  • Se relacionar com o público;
  • Ter perfis nas redes sociais;
  • Usar logotipos, desde que respeitada a sobriedade exigida na profissão.

O que não pode

  • Anunciar em rádio e TV: anúncios em mídia tradicional custam caro, e, se fossem permitidos, só os grandes escritórios e profissionais renomados poderiam investir nessa divulgação. Também pode haver conflitos de interesse nessa relação comercial.
  • Divulgar preços e honorários: Esse tipo de informação só pode ser passada pessoalmente. O objetivo é evitar a banalização e a desvalorização da profissão,e manter o foco nos serviços prestados e não no valor cobrado.
  • Oferecer consultas gratuitas no site: essa prática não é permitida. Nesse caso, o ideal é apostar na produção de conteúdo de qualidade para tirar as principais dúvidas do público e incentivar as pessoas a entrarem em contato.
  • Promover serviços em eventos: palestras, seminários e outros eventos da área jurídica são uma ótima maneira para construir relacionamentos e promover serviços. No entanto, eventos de outras áreas não podem ser usados com esse fim.
  • Usar linguagem comercial: “não perca!”, “aproveite agora!” e outras expressões comuns da atividade comercial também têm seu uso vedado pela OAB. A ideia é preservar a sobriedade que o exercício da advocacia demanda.

Marketing jurídico: online ou offline?

O marketing jurídico offline é aquele feito nos meios de comunicação tradicionais, ou seja, fora da internet.

Jornais, revistas, participação em eventos e até mesmo cartões de visita e folders institucionais fazem parte das estratégias de marketing jurídico fora da rede.

Nesse tipo de ação, o alcance tende a ser extremamente amplo. Porém, o direcionamento da mensagem é baixo, uma vez que a publicação vai alcançar um público altamente variado, com os mais diversos interesses.

Como exemplo, podemos tomar um artigo publicado por um advogado em um jornal.

Por sua vez, quando falamos em marketing jurídico digital, estamos nos referindo às estratégias de comunicação desenvolvidas na internet: sites, blogs, redes sociais, vídeos, podcasts, e-mails e outros conteúdos digitais, como eBooks, infográficos e webinars.

Nesse sentido, uma das grandes vantagens do marketing digital é justamente sua capacidade de direcionamento, podendo alcançar um público bastante específico e que se interessa por aquele conteúdo compartilhado.

Além disso, a agilidade é outra marca importante do marketing jurídico digital.
Outra diferença entre online e offline que merece destaque são as métricas e a capacidade de se medir resultados.

Como vimos, fora da internet a mensagem espalha-se para um público diversificado e alcança um grande número de pessoas.

No entanto, mesmo considerando índices de audiência ou tiragem de publicações impressas, fora da internet não há como medir com precisão quem viu uma determinada publicação, quando viu e se de fato se interessou por aquilo que viu.

Em contrapartida, na internet é possível ter acesso a diversas métricas que não só embasam a tomada de decisões, como também alicerçam mudanças de direção e a avaliação do que está funcionando e do que precisa ser melhorado.

Seja nas redes sociais, em um site ou em um e-mail, é possível saber exatamente quantas pessoas tiveram contato com o conteúdo e quantos se engajaram a partir dele.

Por fim, é importante destacar que o marketing jurídico online e offline não são excludentes. De fato, as duas ações são interligadas e devem ser consideradas no plano de marketing desenvolvido para o profissional ou escritório de advocacia.

Cada um tem suas aplicações e conta com seus benefícios, ainda mais quando nos referimos a uma área de atuação em que o “boca a boca” e a recomendação seguem fortes e são fundamentais.

Leia mais: Como a segmentação de clientes impulsiona os negócios

Como fazer marketing jurídico: 6 dicas infalíveis

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Defina objetivo

Marketing jurídico exige planejamento e metas concretas. Um conteúdo para blog, por exemplo, não pode ser escrito sem saber para quem se destina e o que se pretende alcançar.

Se o artigo não tiver um objetivo claro e não for direcionado para as pessoas certas, certamente não atingirá resultado algum.
Marketing é comunicação, e toda comunicação tem uma finalidade.

Por isso, é fundamental definir os resultados que se pretende alcançar e mapear os números para assegurar que as ações estão no rumo certo ou se é necessário fazer ajustes para melhorar seu desempenho.

Defina a persona

Para que os objetivos propostos sejam alcançados, é preciso saber para quem as ações de marketing jurídico se destinam.

Quanto mais informações houver sobre o público-alvo, mais fácil será a definição das estratégias que devem ser usadas para alcançá-lo.

Definir o público-alvo passa não somente por saber qual estrato social pretende-se alcançar, mas também conhecer seus interesses e comportamentos, suas características demográficas e em quais canais essas pessoas estão.

Afinal, de nada adianta investir em um perfil no Twitter se os potenciais clientes estão no Instagram.

Nesse sentido, para uma estratégia ainda mais acertada, é necessário ir além da definição do público-alvo e desenvolver a persona do negócio, que é uma representação semi-fictícia do cliente ideal.

Ao contrário do público-alvo, que trabalha com recortes abrangentes, a persona deve ser definida de acordo com características bastante específicas, como interesses, dores, preocupações, hábitos, idade, cargo que ocupa, entre outras informações.

Canais de comunicação e prospecção

Na internet, existem muito canais em que o marketing jurídico pode ser feito para alcançar o seu público.

Site, blog, redes sociais, email marketing e outras plataformas podem ser utilizadas para fazer com que a mensagem chegue às pessoas.

É essencial definir onde clientes e potenciais clientes estão. Essa dúvida deve ser sanada durante a definição da persona.

A partir daí, deve-se elaborar estratégias específicas para cada canal. Afinal, o Twitter funciona de forma completamente diferente do Facebook. Um texto para blog não é a mesma coisa que um conteúdo para e-mail.

Planejamento de ações

Objetivos definidos, persona estruturada e canais de comunicação e prospecção identificados.

O passo seguinte é elaborar as ações que serão desenvolvidas em cada canal, a periodicidade com que isso vai acontecer e os prazos para a execução das tarefas e averiguação dos resultados.

Quando falamos de marketing jurídico, constância é palavra de ordem. E isso vale tanto para o blog quando para as rede sociais e e-mail.

A comunicação com o público deve ser frequente para ajudar a manter as pessoas engajadas e interessadas.

Criação de conteúdo

Como a propaganda é uma prática proibida pela OAB, o conteúdo deve ser a base do marketing jurídico.

No ambiente digital, o foco deve ser a produção e disponibilização de um conteúdo relevante, informativo e de qualidade.

É recomendado também variar os formatos com que a mensagem será divulgada. Artigos para o blog, podcasts, eBooks, infográficos, e-mails, webinars, vídeos para YouTube e publicações no Instagram/Facebook.

O importante é considerar o que faz mais sentido de acordo com o público e com as estratégias estabelecidas.

Relacionamento

Como vimos, parte importante do marketing jurídico diz respeito ao relacionamento com clientes e potenciais clientes.

Isso passa por responder comentários feitos nas redes sociais, criar estratégias de nutrição de leads por email, ser ativo em fóruns, grupos e comunidades.

Em outras palavras, é demonstrar interesse pelo que as pessoas têm a dizer. Isso é um ponto crucial para mantê-las engajadas e para a construção de autoridade ao redor da marca/nome.

Rede social para marketing jurídico: quais são e as melhores práticas

As redes sociais são uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de um marketing jurídico bem feito.

Por meio dessas plataformas, é possível não apenas fazer postagens em diferentes formatos, como também compartilhar conteúdos do blog e se relacionar com o público.

A atuação nas redes sociais não pode ser a mesma em todos os canais. É fundamental entender a linguagem e a dinâmica de cada uma dessas mídias e postar de acordo com essas características.

O Twitter, por exemplo, trabalha com postagens enxutas e com uma vida bastante curta. Já o LinkedIn, por outro lado, é mais perene e permite o compartilhamento de textos mais elaborados e embasados.

Com isso em mente, vamos ver as principais redes sociais para fazer marketing jurídico e o que considerar em cada uma delas:

Facebook

A maior rede social do mundo, o Facebook é uma excelente alternativa para investir no relacionamento com a audiência – público e privado – e construir uma noção de proximidade e prontidão.

O Facebook tem um diferencial que são as avaliações, em que os usuários podem dar uma nota e deixar um comentário ou depoimento sobre o serviço prestado. Isso impacta diretamente na reputação e na autoridade do profissional ou do escritório.

Além disso, as páginas profissionais do Facebook são indicadas para compartilhar conteúdos do blog ou de terceiros (desde que relevantes para o público), bem como subir vídeos e fazer transmissões ao vivo.

LinkedIn

Rede social voltada para o meio corporativo, o LinkedIn é importante para quem deseja construir uma imagem de autoridade na área e para estabelecer relações comerciais.

Para quem tem como foco clientes corporativos, essa rede não pode ficar de fora das estratégias de marketing jurídico.

Além de permitir o compartilhamento de textos do blog, o LinkedIn também possibilita a publicação de artigos diretamente na sua plataforma.

Nesse caso, é interessante compartilhar reflexões ou levantar discussões sobre temas relevantes do Direito ou novos marcos que possam ter surgido.

Instagram

Ganhando cada vez mais espaço, o Instagram trabalha com linguagem visual (vídeos e fotos) e tem potencial para gerar alto engajamento.
É um ambiente mais descontraído e ideal para compartilhar conteúdos curtos e úteis, como dicas práticas.

A possibilidade de fazer lives também deve ser explorada, justamente pelo seu potencial de engajamento.

Falando nisso, a ferramenta Stories é ideal para apostar na proximidade com a audiência, mostrar mais os bastidores e buscar a interação com funcionalidades como a de perguntas e respostas.

YouTube

Segunda ferramenta de pesquisa mais utilizada no mundo, o YouTube permite o compartilhamento de conteúdos de alto nível, bem como a realização de transmissões ao vivo.

É uma das melhores plataformas para quem quer se posicionar como autoridade na sua área de atuação. Um exemplo de conteúdo são vídeos para explicar conceitos jurídicos para o grande público.

Além disso, a caixa de comentários é uma boa alternativa para se relacionar com a audiência.

Leia mais: Inteligência Jurídica: Como a tecnologia pode resolver três grandes desafios da área

Conclusão

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O marketing jurídico é uma ferramenta indispensável para os profissionais e para as empresas de advocacia que desejam se destacar em um mercado altamente competitivo e conectado. E, nisso, as redes sociais têm papel preponderante.

Agindo de acordo com o código de ética da OAB, advogados e escritórios não devem enfrentar problemas para construir uma atuação sólida capaz de atrair novos clientes, fidelizar os atuais e conquistar espaço no mercado por meio da construção de autoridade e de boa reputação.

Outra forma de dar eficiência ao trabalho dos advogados é a adoção de tecnologias que agregam mais inteligência aos processos do setor jurídico.

Entenda melhor: Por que investir em tecnologia jurídica?

Para mais conteúdos sobre as melhores estratégias e tecnologias para o setor jurídico, acompanhe o blog da Neoway!

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