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Gestão da inovação: benefícios e como implementar

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Veja o que é gestão da inovação, como ela surgiu, sua importância, seus benefícios e como implementá-la.

Em um mercado altamente conectado e competitivo, não basta inovar para alcançar melhores resultados. É necessário que a gestão da inovação seja bem feita, tornando o potencial transformador da empresa em resultados concretos.

Neste post, veja o que é gestão da inovação, como surgiu a estratégia, sua importância, seus benefícios e como implementá-la. Acompanhe!

O que é gestão da inovação?

Gestão da inovação diz respeito ao desenvolvimento, organização, implantação e gerenciamento de processos e ideias inovadores, para que sejam aplicáveis e estimulem o crescimento em todos os âmbitos da organização.

Para isso, é necessário que esses processos possuam um começo (entradas de projetos e ideias), um meio (gerenciamento de processos) e um fim (entregas e soluções). Portanto, é preciso definir novas maneiras de gerar valor por meio da concretização de novas ideias.

Dentro das empresas, a gestão da inovação é responsável pela sistematização de definições e diretrizes de inovação, ajudando a determinar etapas e rotinas, e quais recursos humanos, financeiros e tecnológicos serão necessários.

Tudo isso com vistas à estruturação da hierarquia e do processo de tomada de decisões, que serão postos em prática para garantir a geração de resultados e promover melhorias contínuas.

Fazer a gestão da inovação exige preparo da liderança para administrar todas as condições que promovam uma cultura focada no desenvolvimento da organização.

Isso passa, por exemplo, por analisar a política de atração e retenção de talentos, o reconhecimento e o uso de inovações que adentram o mercado por parte da empresa e como elas podem ser utilizadas para ganhos de imagem.

A estratégia acaba tendo maior visibilidade nas empresas que atuam no setor de tecnologia, já que produtos e serviços como computadores, dispositivos móveis, aplicativos e sistemas de diversas áreas, possuem um maior alcance junto ao público e impactam diretamente na rotina das pessoas.

Saiba como surgiu a gestão da inovação

A gestão da inovação está atrelada, obviamente, à história da própria inovação do ponto de vista de processos corporativos e mercadológicos.

Isso remete ao início do século passado e as primeiras percepções de que a inovação se tratava de um fator preponderante para o estímulo e o crescimento da economia.

Já no final dos anos 1970, a publicação do artigo “The risky business of diversification” (em português, “O negócio arriscado da diversificação”), de Ralph Biggadike, lançou nova luz sobre o que as empresas poderiam ganhar com a inovação.

Na década seguinte, a noção vigente de que a inovação seria um processo individual deu espaço para a visão de que, para inovar, é necessário envolver todas as pessoas que fazem parte da empresa.

Na mesma época e na contramão dessa proposta, porém, surgiram os departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento dentro das organizações, e a inovação acabou centralizada em um setor específico da empresa.

Como resultado, surgiram muitas criações sem relevância mercadológica e sem impactos concretos nos resultados do negócio.

É nesse contexto que a gestão da inovação surge, tornando o ato de inovar uma ferramenta necessária para a obtenção de diferenciais competitivos e vantajosos ao mercado.

Hoje, o que vemos é a implantação da inovação sistemática nas empresas como resposta à alta competitividade do mercado.

Isto é, as organizações inovam para, entre outras coisas, conseguir mais clientes, explorar novas oportunidades, reduzir custos e quaisquer outros ganhos que preservem e aumentem seu espaço no mercado.

Assim, empresas que não inovam ficam para trás e são superadas por soluções que geram mais valor para o consumidor final.

Isso pode ser visto, por exemplo, nos impactos que aplicativos como Uber e AirBnb trouxeram para os seus respectivos mercados. Eles estimularam a inovação e até mesmo a colocaram como requisito fundamental para conquistar o cliente.

Qual a importância da gestão da inovação nas empresas?

Como vimos, a gestão da inovação diz respeito à capacidade das empresas em maximizar seus níveis de competição e produção.

Isto é, uma organização deve inovar para sistematizar, organizar e estimular sua própria capacidade de promover avanços e conquistar novos mercados.
Sendo assim, inovar é fundamental para alcançar a sustentabilidade dos negócios e evitar que as empresas entrem em um ciclo de estagnação.

Nesse sentido, é importante notar que, quando se fala em sustentabilidade, existem três focos essenciais: econômico, social e ambiental.

Em um primeiro momento, a inovação nas empresas é um processo centrado no aspecto econômico, isto é, redução de custos, otimização de resultados, retenção de talentos, etc. No entanto, isso não significa que ela não possa abranger as demais vertentes.

O fato é que quanto mais uma empresa consegue inovar de maneira integral, valorizando não apenas os aspectos econômicos, mas também sociais e ambientais, mais ela se destaca no mercado e sua imagem é fortalecida perante os clientes, parceiros e investidores.

Leia mais: O que é Big Data e qual a importância de implementá-lo na empresa?

Quais são os benefícios da gestão da inovação?

Imagem02 Quais Sao Os Beneficios Da Gestao De Imovacao

Valorização da marca

A inovação desempenha papel preponderante como critério de valorização das marcas, pois mostra ao mercado que a empresa está em busca de novos produtos, serviços, processos e modelos de negócio capazes de garantir sua sustentabilidade e competitividade.

Vantagem competitiva

A gestão da inovação gera vantagem competitiva pelo simples fato de trazer diferenciais para os produtos e serviços da empresa, e agregar mais valor à experiência dos clientes.

Por conta disso, o consumidor se mostra mais disposto a pagar mais por essas soluções. Como resultado, a empresa consegue resultados financeiros melhores e garante a satisfação de clientes e stakeholders.

Nesse ponto, também vale destacar a importância da inovação para o aumento da produtividade e a redução dos custos operacionais, fatores que também contribuem para maximizar a competitividade da empresa.

Abertura de novos mercados

A inovação pode contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras que cubram possíveis carências nos produtos, serviços, processos, tecnologias e modelos de negócio da companhia.

Assim, a empresa consegue atuar em novos mercados e explorar novas oportunidades de negócio.
Alinhamento entre processos e estratégias

A inovação é uma estratégia que depende de processos que sustentem seu desenvolvimento. Dessa forma, por meio da gestão da inovação, a empresa consegue organizar seus processos internos, garante mais fluidez e resultados consistentes com os objetivos traçados.

Atração e retenção de talentos

Outra frente em que a gestão da inovação atua é na atração e retenção de talentos. Quando uma empresa inova, ela atrai profissionais que se identificam com determinados valores.

Ao mesmo tempo, os colaboradores que já fazem parte da organização se sentem desafiados e satisfeitos.

Para isso, a gestão da inovação deve atuar de forma a promover um ambiente e uma cultura que valorizem a criatividade e estimulem a implantação de novas ideias, recompensando aqueles que colaborarem para fortalecer essa visão.

Isso ajuda a criar um ciclo virtuoso de atração e retenção de talentos que permite à empresa manter-se em constante movimento.

Quais são os papéis do líder na gestão da inovação?

O papel do líder na gestão da inovação é criar um ambiente propício para a criação de ideias inovadoras, bem como seu desenvolvimento e concretização.

O líder deve se envolver diretamente nas rotinas de inovação da empresa para garantir que a gestão seja baseada em questões estratégicas e com foco na sustentabilidade do negócio.

O papel do líder na gestão da inovação pode ser resumido em alguns pontos:

Definir um norte

Sem um objetivo claro, os esforços para inovar se tornam ineficientes e, por consequência, acabam não gerando valor para a empresa.

Nesse caso, o líder deve ser alguém capaz de dar uma direção aos processos inovadores e destacar os aspectos estratégicos para os quais a inovação pode ter utilidade.

Assim, desafios, oportunidades e campos de inovação a serem explorados devem ser todos definidos pelo líder.

Ditar o ritmo

Um dos principais pontos para uma jornada de inovação bem sucedida é o ritmo. É ele que vai possibilitar que os processos avancem de maneira consistente e que seja estabelecida a disciplina necessária para inovar.

O líder deve determinar um modelo de gestão da inovação claro e seguir à risca os ritos que definiu.

Remover obstáculos

A gestão da inovação lida com todos os tipos de desafio, da falta de dinheiro à restrição de tempo, passando por resistências internas.

O líder tem o papel de identificar essas barreiras e concentrar os esforços para tirá-las do caminho dos processos inovadores.

Reconhecer os esforços

Um ambiente inovador depende não apenas do reconhecimento dos resultados alcançados, como também do esforço realizado pelas pessoas.

O reconhecimento do líder motiva, encoraja e engaja os colaboradores, além de dar segurança para que arrisquem mais e lidem melhor com as incertezas relacionadas ao processo de inovação.

Ser exemplo

A gestão da inovação segue os mesmos ritos de outros processos dentro da empresa, exigindo líderes inovadores e também inspiradores, capazes de engajar seus comandados.

Ter mente aberta, saber assumir riscos, abraçar novas ideias. Tudo isso é fundamental para que os colaboradores tenham um modelo a seguir.

Leia mais: Como a Inteligência Artificial pode ser aplicada na rotina das empresas?

Como implementar gestão da inovação nas empresas em 9 passos

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1. Inserir a inovação no organograma empresarial

Embora inovar seja um projeto integral, a gestão da inovação deve ser concentrada em um setor específico dentro do organograma da empresa, preferencialmente de nível gerencial, para que possa ter a autonomia necessária.

O gestor de inovação é um dos stakeholders mais importantes para assegurar os processos disruptivos e garantir que as inovações desenvolvidas estejam condizentes com as demandas do mercado.

2. Formar uma cultura de inovação

A gestão da inovação só vai ser bem sucedida caso a estrutura organizacional esteja aberta para receber novas ideias e talentos inovadores.

Também é preciso ter disposição para encarar riscos, fator que vai definir o quanto a empresa está disposta a investir nesse processo.

Para que tudo isso seja possível, é necessário desenvolver uma cultura voltada para a inovação. Isso passa, por exemplo, pela realização de apresentações e treinamentos sobre o assunto, mas, principalmente, pelo engajamento dos gestores para incentivar e valorizar a inovação.

3. Tornar a inovação parte da estratégia empresarial

O planejamento estratégico da empresa deve levar em consideração ações inovadoras que estejam alinhadas com seus objetivos.

Isso é essencial para garantir a sinergia entre todos os recursos necessários – humanos, tecnológicos, materiais e financeiros.

Também vai possibilitar a atualização e disrupção dos processos produtivos, operacionais e gerenciais, desde que essas mudanças tragam melhores resultados e melhorem as entregas aos clientes.

4. Implementar novas ideias

O que move a inovação é a criatividade. Porém, ela só vai surgir em um ambiente que propicie a criação de novas ideias e estimule os colaboradores a criar e arriscar.

Um dos maiores motivadores para a criatividade é quando os colaboradores veem suas ideias saírem do papel e serem implementadas.

A gestão de inovação deve aproveitar os projetos com potencial e tentar promover ajustes de ideias que parecem não ter futuro para evitar frustrações na equipe e manter um ambiente fértil para novas ideias.

5. Estruturar processos inovadores

A gestão da inovação é responsável por sistematizar os processos inovadores, desde a sua criação até a viabilização. É importante que a empresa conte com as ferramentas necessárias para fazer a gestão dos projetos em nível financeiro, técnico, humano, tecnológico e mercadológico.

Para isso, é possível utilizar ferramentas de gestão, que, entre outras coisas, permitem o acesso a relatórios, indicadores, métricas e gráficos analíticos, necessários para ajudar a guiar o projeto.

6. Compreender os aspectos legais

Existem diversos aspectos que precisam ser levados em consideração quando o assunto é inovar, como registro de propriedade intelectual e industrial, marcas e patentes, entre outros.

Por isso, para que a gestão da inovação seja implantada com sucesso, é preciso conhecer o ambiente legal em que a empresa e sua solução estão inseridas, e garantir que todos os benefícios possam ser bem aproveitados.

7. Saber vender ideias

O líder de gestão da inovação precisa ser alguém capaz de vender as ideias inovadoras que surgem.
Seja para suas equipes, para a diretoria, para investidores ou para o mercado, saber como se comunicar com cada um desses públicos e quais argumentos utilizar é crucial.

8. Viabilizar novas formas de monetização

O retorno do investimento (ROI) em inovação nem sempre se dá de maneira clara. Isso porque ele pode vir de diferentes frentes que não seja o lançamento da inovação por si só, como a melhoria da imagem da empresa, melhor posicionamento de mercado, ampliação da base de clientes, atração de novos investidores etc.

9. Definir indicadores de desempenho

O objetivo final da inovação é gerar melhores resultados para a empresa. Para que esse retorno possa ser visualizado, faz-se necessário definir indicadores de desempenho que permitam acompanhar cada etapa do processo de inovação.

Vale apontar, ainda, que os indicadores mais apropriados para cada estratégia vão variar de acordo com os objetivos da empresa.

Leia mais: Como implementar uma rotina de administração de informações na empresa

Principais desafios que a gestão da inovação enfrenta nas empresas

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Apesar de todos os benefícios que pode trazer, a gestão da inovação ainda enfrenta alguns desafios no que diz respeito à sua implementação.
Destacamos três:

1. Tolerância a riscos

A empresa que deseja inovar deve mostrar-se disposta a enfrentar riscos e ser tolerante a erros.
Isso se deve pelo simples fato de que inovar é, por definição, lidar com processos inexplorados, novos.

Assim, o principal ponto é saber tirar aprendizados de cada falha e usar as experiências passadas para embasar o processo de desenvolvimento de inovação e intensificar o viés inovador da organização.

2. Gestão de pessoas

Os recursos humanos são parte fundamental do processo de inovação. E o comportamento dos colaboradores diante das inovações pode se mostrar um desafio para a gestão, pois serão eles a base para implantação de novas ideias.

Por isso, é importante definir estratégias que os ajudem a entender as novidades e as novas práticas.

3. Tendência conservadora

Em muitas empresas, ainda vale a máxima: em time que está ganhando não se mexe. Fato é que esse é um dos desafios mais complicados para a gestão da inovação, uma vez que muitas organizações ainda têm a tendência de querer conservar práticas e processos já estabelecidos e manter as coisas como estão.

Nesse caso, é necessário lançar mão de estratégias que mostrem os riscos que existem na estagnação e comparação com os riscos e os benefícios de investir no aprimoramento constante.

Leia mais: Processo de inovação com Big Data: use fontes externas em suas análises

Conclusão

Imagem05 Estrategia Para Sistematizar O Desenvolvimento E A Implementacao De Ideias Inovadoras

A gestão da inovação faz com que a empresa tenha uma melhor compreensão do processo de inovar e possibilita aos gestores ter mais controle sobre as variáveis que a envolvem.

Assim, a estratégia é essencial para sistematizar o desenvolvimento e a implantação de ideias inovadoras, fazendo com que os projetos saiam do papel.

Esse processo, quando bem feito, é capaz de trazer melhores resultados e diversos outros benefícios para empresa, sobretudo em relação ao seu posicionamento no mercado.

Para ficar por dentro de mais assuntos sobre inovação e tecnologias disruptivas, continue acompanhando o blog da Neoway!