Monitoria de terceiros: o que é e qual a sua importância?

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A Neoway é a maior empresa da América Latina de Big Data Analytics e Inteligência Artificial para negócios. Fundada em 2002, em Florianópolis, lançou a sua plataforma SaaS em 2012, e, hoje, está presente em todo o Brasil.

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A monitoria de terceiros é essencial para que as empresas consigam detectar, analisar riscos e agir rapidamente com o objetivo de mitigar possíveis consequências negativas. Mas, essa não é uma tarefa fácil. A quantidade de informações disponíveis hoje é uma vantagem, porém coletá-las e organizá-las para, desta forma, chegar a conclusões, é cada vez mais difícil.

Neste artigo, vamos explicar o que é a monitoria de terceiros, quais devem ser os alvos desse acompanhamento constante e como fazê-lo de maneira ágil e eficiente com a ajuda da tecnologia.

O que é monitoria de terceiros?

A monitoria de terceiros é o acompanhamento dos dados e comportamentos dos stakeholders de uma companhia — sejam eles parceiros de negócio, fornecedores ou clientes —, realizado com o objetivo de detectar possíveis riscos que possam ter impactos negativos para os negócios.

Esses impactos vão desde danos à reputação da companhia até a perda de negócios, passando por possíveis fraudes, conflitos de interesse e outras situações que podem levar a danos significativos nos resultados.

Geralmente, o monitoramento desses públicos é um passo seguinte à due diligence dentro da estrutura de compliance. Ou seja, antes de fechar qualquer negócio, é feita uma análise de todos os antecedentes de uma empresa para garantir que não haja um histórico comprometedor. 

Depois de aprovado o negócio ou parceria, torna-se necessário acompanhar qualquer possível mudança na estrutura e na conduta da empresa parceira para se certificar de que ela não oferece riscos aos negócios.

Por que monitorar terceiros?

Infográfico: Por que monitorar terceiros?

O principal objetivo de monitorar parceiros, fornecedores e clientes é garantir que a sua empresa está segura contra fraudes e riscos de compliance. Mesmo após realizar uma análise prévia durante a due diligence, o fato é que os cenários mudam muito rapidamente e uma transação que antes não oferecia qualquer tipo de ameaça pode passar a merecer maior cuidado.

Um exemplo prático é o relacionamento com Pessoas Politicamente Expostas (PEPs). Imagine que você fechou contrato com um fornecedor e, anos depois, um sócio da empresa vence uma eleição. Apesar disso não significar que o contrato precisa ser desfeito, a situação exige uma análise mais detalhada no longo prazo.

Outro caso, dessa vez mais grave, é quando um fornecedor é colocado em uma lista de Trabalho Escravo ou alguma lista restritiva internacional, como a da ONU e a da Interpol. Nesse caso, é possível que a parceria precise ser encerrada imediatamente. Afinal, não é interessante ter a imagem atrelada a esses tipos de crimes.

Os custos de não monitorar os terceiros podem ser financeiros e reputacionais. Além do risco de sofrer algum tipo de fraude ou processo judicial, a empresa que não fiscaliza seus stakeholders pode sofrer danos à imagem organizacional ao ser acusada ou condenada por manter relações com pessoas e empresas antiéticas.

No âmbito jurídico, é essencial lembrar da Lei Anticorrupção (12.846/2013), um marco na legislação brasileira, que impôs medidas contra atos ilícitos cometidos por empresas contra a administração pública, nacional ou estrangeira. Essa lei introduziu a responsabilização objetiva administrativa e civil de empresas, ou seja, elas podem ser culpabilizadas pelos atos cometidos por seus funcionários e sócios sem a necessidade de prova de dolo, culpa ou má-fé da companhia. 

As punições aplicáveis variam de acordo com uma série de critérios, como a gravidade da infração, o efeito negativo provocado, a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades, entre outros. Já as penas podem ser a publicação da decisão condenatória e multas que variam de 0,1% a 20% do último faturamento bruto da empresa. 

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Como monitorar terceiros?

Infográfico: Como monitorar terceiros?

Um bom monitoramento começa pelo mapeamento dos riscos que cada público pode representar para a sua empresa. Desta forma, é possível entender quais dados e comportamentos você precisa analisar. Essa estruturação inicial é importante porque, atualmente, uma quantidade enorme de dados é gerada a todo momento, mas nem todas essas informações são úteis.

Ao se ater às informações que realmente precisam ser acompanhadas, você consegue tornar suas análises mais objetivas, ágeis e eficientes, além de economizar os investimentos necessários para coletar, organizar e armazenar os dados.   

O passo seguinte é definir o apetite ao risco da empresa. Isso ajudará a entender qual nível de preocupação cada informação irá trazer e, assim, você poderá estruturar um plano de gerenciamento de riscos compatível com a realidade da sua empresa.

Após definir os dados que serão analisados e o apetite ao risco, é hora de coletar e analisar as informações. Podemos dizer que esse é um dos maiores desafios das empresas. Apesar de haver um alto volume de informações disponíveis, elas estão espalhadas por diversas fontes diferentes que nem sempre “conversam” entre si ou possuem o mesmo padrão.

Outro desafio é o fato de que os dados são constantemente atualizados e nem sempre é possível visitar cada fonte regularmente para coletar cada dado novo ou alterado. Nesse cenário, as tecnologias de Big Data Analytics são essenciais, já que automatizam todo o processo de coleta, limpeza e organização dos mesmos.

Essas soluções fazem a coleta automática em milhares de fontes diferentes, higienizam os dados para que eles apareçam em um mesmo formato e disponibilizam para o usuário de forma intuitiva, permitindo que conexões e insights sejam encontrados de forma rápida e sem a necessidade de trabalho manual. 

É possível, ainda, aplicar Inteligência Artificial a essas soluções, de maneira que elas não só disponibilizem as informações de maneira prática, como também consigam detectar riscos sem a necessidade de intervenção humana.

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O Neoway Watcher é uma ferramenta que permite monitorar automaticamente milhares de informações sobre empresas e seus sócios para evitar ameaças de compliance e fraudes. A solução utiliza Big Data Analytics e Inteligência Artificial para coletar, analisar e enviar alertas sempre que detecta um comportamento de risco ou incomum.

Você pode acompanhar variáveis como:

  • situação fiscal e alterações cadastrais na Receita Federal;
  • processos judiciais;
  • mudanças no quadro de funcionários;
  • menções em listas restritivas nacionais e internacionais;
  • envolvimento em irregularidades ambientais ou trabalho escravo;
  • entre outras.

Saiba como o Neoway Watcher funciona:

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Conclusão

Avaliar e monitorar terceiros como fornecedores, parceiros de negócio e clientes é essencial para evitar riscos como fraudes, prejuízos financeiros e para a imagem institucional da empresa.

Essa, porém, não é uma tarefa fácil. Por isso, torna-se imprescindível a utilização de ferramentas específicas para fazer a coleta, organização e monitoramento automático de dados estratégicos.

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